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quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Cor de burro quando foge

Foto Hernâni Von Doellinger

Os Porsche eram verdes, como o do João Ricardo Mendes Ribeiro. Os Volksporsche eram amarelos, como o do Armando "das Mobílias". E os Ferrari eram vermelhos, evidentemente vermelhos. Tudo ao natural, como Deus quis e criou, de Fafe para o mundo inteiro. Depois, não sei dizer quando, alguém de muito mau gosto trocou as tintas e lançou o caos. Agora vai por aí nas estradas uma babilónia de cores e carros que ninguém se entende, pelo menos eu.

P.S. - Ferdinand Porsche, engenheiro austríaco criador do Volkswagen "Carocha" e um dos responsáveis pelo projecto e construção do Porsche 356 e pela fundação da Porsche, morreu no dia 30 de Janeiro de 1951.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Comida, carros, gajas e... motorizadas

Nós, os do Norte, somos regularmente criticados por estarmos sempre a falar de comida. O que não é exacto nem justo! Na verdade, nós, os do Norte, somos tão capazes de manter conversas interessantes e profundas sobre gajas e carros como o resto da população portuguesa, seja de que região for. Para além disso, se formos de Fafe, ninguém nos bate numa boa discussão sobre motorizadas...

P.S. - No dia 29 de Janeiro de 1886, o engenheiro alemão Karl Benz pôs em funcionamento o primeiro motor automóvel a gasolina.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Volta a Portugal em bicicleta!

- Volta a Portugal! Volta a Portugal em bicicleta! - pediu-lhe insistentemente a mulher, num derradeiro telefonema de aflição. E ele voltou. Mas veio de carro.

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Dia Europeu sem, mas com

Hoje é o Dia Europeu sem Carros. Se está na Europa, por exemplo em Fafe, ora espreite lá para fora, para a rua, para a estrada. É ou não é Dia Europeu sem Carros?

sábado, 9 de setembro de 2023

Nas horas, mas por dever de ofício

Mr. Bean estampou-se contra uma árvore. A cena tem piada, mas não é para rir. O comediante britânico Rowan Atkinson teve mesmo um violento acidente, aqui há uns anos, e quase desfez o carro, que por acaso não era o Mini amarelo com aloquete (cadeado, se lido em Lisboa) da famosa série de televisão, mas um McLaren F1 que, segundo leio, é caro que eu sei lá e dá mais de 380 à hora. Tento imaginar que 380 à hora deve ser muito à hora, à hora demais para a minha camioneta, mas não consigo, não faço ideia, embora suponha que seja como andar de avião porém sem levantar cabeça. A reparação do automóvel acidentado - se é que se pode chamar automóvel a esta aeronave de calças curtas - custou à companhia de seguros mais de um milhão de euros. E eu também não sei quanto é um milhão de euros. Não faço ideia, por mais que tente imaginar vários campos de futebol cheios de notas e com moedas por cima por causa do vento.
A história tem muito que se lhe diga e realmente já possui barbas, mas a problemática que lhe subjaz está outra vez na ordem do dia, como adiante se verá.
A inveja é uma cena que não me assiste. Mr. Bean que tenha o carro que quiser e os jogadores de futebol também. Ganham bom e merecido dinheiro, melhor para eles. Que o gastem como quiserem e que gastem muito, que é óptimo para nós todos, até para as oficinas, seguradoras e outros intermediários - que eles, os bines e os da bola, espetam-se como tordos. Do fundo do coração, o que lhes estimo é o que lhes desejo. E que, com a graça de Deus, seja sempre só chapa. Mas, tenho de confessar, não percebo a queda desta gente para carros de mil à hora só para ir de casa ao café e do café para casa, como fazia antigamente em Fafe um certo relojoeiro, menos de cem metros na rua do Cinema, entre o Peludo e a loja, sempre nas horas, sempre a levantar paralelo. Sabem o que se diz, aparentemente comprovado por recentes estudos científicos: grande bomba, pila pequena? Pois se calhar. Não estudei para isso nem fui estudado, ninguém me perguntou e eu não faço a mínima. E mais até estou à vontade para falar sobre sexo. Isto é, não tenho carro e nem sei conduzir...

P.S. - Hoje é Dia da Velocidade. Cuidado ao atravessar a estrada!...

Na prise

Foto Hernâni Von Doellinger

quarta-feira, 26 de julho de 2023

O esperanto em português suave

A mim ninguém me leva!
Quem frequenta regularmente oftalmologistas, optometristas e oculistas, sabe muito bem: os óculos estão pela hora da morte. Um par de óculos de apenas razoável qualidade custa-nos os olhos da cara. O que se paga por uns óculos dá para comprar um carro em segunda mão. Ou, em alguns casos, até dois carros em segunda mão. E foi o que eu fiz: desisti dos óculos, que a mim ninguém me leva, peguei no dinheiro que lhes tinha destinado e adquiri pela internet uma viatura "em razoável estado de conservação e óptimo consumo". Fiquei muito bem servido. Por outro lado, não sei conduzir, o automóvel nem sequer pega e eu praticamente não vejo.

O turista estrangeiro aproximou-se do vendedor de óculos de sol de beira de praia. Era obviamente um turista estrangeiro, só eu e os turistas estrangeiros é que sabemos malvestir tão bem, nunca me engano a esse respeito. O vendedor de óculos de sol de beira de praia é português dos quatro costados, conheço-o de ginjeira, Verão atrás de Verão, monta banca todos os dias ali em baixo e quando chove é vendedor de guarda-chuvas de beira de praia. É, além disso, ambulante, mas apenas para fugir à polícia municipal, e um grande fala-barato, fala que se desunha, inclusive pelos cotovelos, é um chato, "Olha os óculos, freguês, toalhinha prà praia, olha os óculos, olha a toalhinha, óculos, toalhinha, freguês...", e faz gestos explicativos, como quem comunica com índios ou talvez com surdos. Ele também percebeu logo que o cliente era estrangeiro. Mas pensais que se atrapalhou? Era o que faltava! Nós os portugueses temos connosco esta habilidade extraordinária de nos desenrascarmos sempre, seja em que situação for, cá em casa, lá fora ou pelo caminho, mesmo debaixo de água ou na estratosfera, aprendemos línguas, copiamos hábitos, camaleonizamo-nos, universalizamo-nos, se calhar nós é que inventámos o esperanto, não foi nada o polaco Ludwig Zamenhof, que por acaso também era oftalmologista. Possuímos, sem dúvida, este superpoder de desembaraço, improvisação e adaptação que tomaram muitos, até os americanos, e que fez dos portugueses assim ditos um povo das sete partidas do mundo por excelência. E nem é preciso ir mais longe: olhemos por nós abaixo, os fafenses, nesta acalorada época do ano, as nossas esplanadas rebentam pelas costuras e a língua oficial é o francês, toda a gente fala francês, mesmo quem não sabe falar francês, e até parece que estamos na Póvoa de Varzim.

Ou por outra. Era no passeio à beira-mar, mas podia ser em Cima da Arcada. Portanto, o turista estrangeiro abeirou-se do vendedor de óculos português e perguntou: - The glasses, how much?... (Estais a ver como eu tinha razão? Era ou não era um turista estrangeiro?).
E foi um clique, um cagagésimo de segundo bastou para que o rapidíssimo cérebro do nosso vendedor português mudasse o chip, fazendo um entre parênteses na língua do Camões e virando-se imediatamente para Shakespeare, para a língua inglesa. Cheio de segurança e enorme poliglotismo, respondeu ao camone, marcando ostensivamente as sílabas no mais escorreito acento oxfordiano: - Quali? Quali qui tu quieres?...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia do Esperanto.)

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Parque natural

Era um parque natural. Um excelente parque natural. Descampado, chão de terra, pedra e erva, e nem precisou de obras: cabiam ali para cima de cem carros.

P.S. - Hoje é Dia Europeu dos Parques Naturais.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Por estes, que a terra há-de comer

Quem, por precisar, frequenta regularmente oftalmologistas, optometristas e oculistas, sabe muito bem do que eu vou falar. Os óculos. Os óculos estão pela hora da morte. Um par de óculos de apenas razoável qualidade, fiável assim-assim, de linhas mais ou menos actualizadas, custa-nos os olhos da cara. O que se paga por um par de óculos dá para comprar um carro em segunda mão. Ou, em alguns casos, até dois carros em segunda mão. E foi o que eu fiz: mandei foder os óculos, que a mim ninguém me leva, peguei no dinheiro que lhes tinha destinado e adquiri pela internet uma viatura "em razoável estado de conservação e óptimo consumo". Fiquei muito bem servido. Por outro lado, não sei conduzir, o automóvel nem sequer pega e eu praticamente não vejo...

quinta-feira, 20 de abril de 2023

No mecânico

- Posso pedir um disco?
- Pode.
- E pastilhas?
- Na farmácia aqui ao lado...

P.S. - Hoje é Dia do Disco, também conhecido como Dia do Disco de Vinil.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Namore e, olhe, mate-se!...

Antena 1, a nossa rádio pública, pouco depois das 21h15 de um Dia de São Valentim, que será outra vez amanhã. O locutor, voz excelentíssima, põe ao lume os chouriços do costume, prepara a entrada de Sérgio Godinho mas escorrega na burilada bucha de ligação. "Se vai na estrada, conduza com cuidado. Olhe, aproveite para namorar!..." - diz ele. E realmente. Há lá melhor maneira de morrer num acidente de viação...

terça-feira, 20 de setembro de 2022

O génio da água destilada

Tinha um comportamento aparentemente excêntrico em dias de invernada: saía à rua com o guarda-chuva aberto ao contrário. As pessoas riam-se. Não sabiam que ele era recarregador de baterias...

sábado, 10 de setembro de 2022

Os amigos são para as ocasiões

Um amigo de infância, em Fafe, mandou-me uma SMS. Dizia-me que precisava de falar urgentemente comigo. Moro em Matosinhos, mas não pensei duas vezes. Nem três. Meti-me no carro e lancei-me na auto-estrada a mais de 180 à hora. Só ao chegar a Arões é que me lembrei que não tenho carro nem sei conduzir...

Petiscos & Arraial em Fafe

Próximo fim-de-semana, dias 7, 8 e 9 de Agosto, no centro da cidade de Fafe, Praça 25 de Abril, há Petiscos & Arraial, numa organização ...