| Foto Hernâni Von Doellinger |
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domingo, 8 de março de 2026
sexta-feira, 6 de março de 2026
Quem vê caras não vê orações
Branco mais branco
Deu o braço a torcer. E depois pô-lo a corar. Era uma pessoa muito limpa.
Um daqueles famosos restaurantes de peixe na brasa aqui ao lado, na Rua Heróis de França, Matosinhos à beira-mar, estais a ver, já vos chegou o cheiro? Ainda é cedo. Pouco passa das oito da manhã, uma velhinha varre cerimoniosamente a esplanada que por acaso é passeio ocupado com ordem municipal, os peões têm de andar pela estrada, toureando carros felizmente em sentido único. Asseada como se fosse domingo, como se fosse Natal, a velhinha, corpo franzino, cabelos brancos de neve, ajeitados à moda da televisão, da telenovela, uma carinha doce, redonda como um minúsculo sol resplandecendo bondade, olhos apontados ao chão, espertos, criteriosos, os olhos, a velhinha varre varre, vagarosa e competente. Varre varre vassourinha, se varreres bem dou-te um vintém, se varreres mal dou-te um real. Se os anjos varressem e fossem velhinhas, e competentes, eram ela certamente e varreriam assim mais ou menos. Lembro-me de velhinhas tais quais no meu tempo de criança, em Fafe, as saudades doem-me na zona do fígado, estou também a ficar velho. A rua naquele sítio àquela hora éramos a velhinha e eu. Eu, que venho de mercar sardinhas madrugadoras e vivas, eventualmente clandestinas, estremeço de comoção. Trauteio distraidamente a lengalenga mansa e antiga, brincada à rodinha no Santo Velho, de mãos estendidas, mãos dadas, meninas e meninos sem distinção, recordo-os a todos e a todas, componho-lhes as caras, dou-lhes os nomes, turva-se-me a vista de repente e, carago, são lágrimas...
Varre varre a velhinha doce e cerimoniosa, olhos espertos e belos. Olhos que não enganam. Bondosos. Cara de sol, de anjo. E, eu a passar-lhe pelas costas em pezinhos de lã, para não incomodar, para não estragar cena tão encantadora, diz a velhinha, completamente distraída de mim, como se fosse um mantra ou, vá lá, a recitação atabalhoada do terço, à tardinha, na nossa Igreja Matriz, antes da bênção do Santíssimo: - Filhos da puta! Era mas é fodê-los! Mandá-los a todos prò caralho! À puta que os pariu!...
É. Ninguém diga que está livre, amém!
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domingo, 21 de setembro de 2025
domingo, 4 de maio de 2025
sexta-feira, 28 de março de 2025
domingo, 19 de janeiro de 2025
sábado, 28 de dezembro de 2024
sábado, 21 de dezembro de 2024
O Natal do ano que vem
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Estou em condições de revelar em primeira mão: o Natal de 2025 vai ser assim em Fafe. Esta será a iluminação principal, na avenida da Câmara. Pelo menos se se cumprir a tradição. Porque esta é a iluminação deste ano em Matosinhos e a iluminação do Natal de Matosinhos costuma servir para Fafe no ano seguinte. Repito: se isto é importante? Não, não é. Mas chateia-me.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
O Natal de Fafe, com um ano de atraso
sexta-feira, 27 de setembro de 2024
quinta-feira, 26 de setembro de 2024
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