Todos os meses de Julho de todos os anos, o aviso lá estava bem visível à porta de entrada, para orientação de pessoal, clientes e público em geral: "Campos de férias!", dizia o letreiro. E fazia todo o sentido, porque a verdade é só uma - o Campos era a alma daquela empresa, passava-lhe tudo pelas mãos. Na ausência do Campos, o serviço ressentia-se, era como se estivessem fechados, o próprio Campos não se cansava de o repetir.
Lembram-se daquele ilustre industrial fafense que veio de férias do Ultramar e a guerra teve de parar até que ele regressasse ao mato? O Campos também era assim, essencial e insubstituível. E um bocado mentiroso.
P.S. - Publicado no dia 3 de Março de 2023. Hoje é Dia de Apreciação do Empregado.
Lembro. E tem descendentes por lá...por Fafe, quero dizer. Pelo menos.
ResponderEliminarAhhh, a guerra parou porque ele trouxe a chave do paiol.
ResponderEliminarContinuas a surpreender-me, Pedro. Não fazia ideia da tua atenção às pequenas estórias de Fafe daquele tempo. Pensava que era só eu...
EliminarOh meu amigo, lembro de coisas do arco da velha...pouca gente lembra, por exemplo, do tempo em que o meu tio Berto foi dono do Peludo...
EliminarE, episodicamente, do bar do Jardim, numa espécie de sociedade com o Mecas...
Eliminar...ou do "Homem mais forte do mundo", que segurava um carro com os dentes...
ResponderEliminarPronto, vou ter mesmo de contar essa, um destes dias, com pormenores que tu se calhar não sabes. Ia sendo uma tragédia no Santo Velho...
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