A Câmara de Fafe chama a atenção para "as espécies arbóreas e arbustivas do Jardim do Calvário". E faz muito bem. A autarquia informa que colocou etiquetas "às espécies mais emblemáticas", placas informativas "que permitem realizar um percurso interpretativo da flora existente" naquele histórico e às vezes aprazível parque de lazer. As árvores e os arbustos do Jardim do Calvário são, desta maneira, elas próprias e eles próprios, diz o Município, "uma exposição de carácter permanente". A entrada, desta vez, é livre - acho eu.
domingo, 24 de maio de 2026
A fauna do Jardim do Calvário
A Câmara de Fafe chama a atenção para "as espécies arbóreas e arbustivas do Jardim do Calvário". E faz muito bem. A autarquia informa que colocou etiquetas "às espécies mais emblemáticas", placas informativas "que permitem realizar um percurso interpretativo da flora existente" naquele histórico e às vezes aprazível parque de lazer. As árvores e os arbustos do Jardim do Calvário são, desta maneira, elas próprias e eles próprios, diz o Município, "uma exposição de carácter permanente". A entrada, desta vez, é livre - acho eu.
sábado, 9 de maio de 2026
A passarada fafense
sábado, 21 de março de 2026
O corredor ecológico
Era um corredor verdadeiramente ecológico. Corria em bicos de pés, em pezinhos de lã, quer-se dizer, de carapins. Para reduzir a pegada.
P.S. - A Câmara de Fafe inaugurou hoje os seus "corredores ecológicos", assinalando o Dia Mundial da Árvore. De acordo com as fotografias oficiais - que perigosas andam as fotografias, valem mais que mil palavras e são faca de dois gumes - , de acordo com as fotografias oficiais, dizia, foi mais uma cerimónia para as fotografias oficiais. Parece que Fafe não tem povo. Antigamente tinha.
terça-feira, 17 de março de 2026
Terra Mãe distinguido nos Iberian Festival Awards
O Eco Festival Terra Mãe, que decorre em Fornelos, no concelho de Fafe, foi distinguido com o prémio nacional na categoria Contributo para a Sustentabilidade, na 10.ª edição dos Iberian Festival Awards. O Terra Mãe regressa a 17, 18 e 19 de Julho, sob o lema do costume: "Três dias para mudar o mundo, três dias para mudar de vida". Mais informação, aqui e aqui.
terça-feira, 7 de outubro de 2025
Fafe e a Guerra dos Cem Anos
Desarmado em parvo
Era tão pacifista, tão pacifista, tão objector de consciência, tão objector de consciência, tão não-violento, tão não-violento, que havia quem dissesse que ele andava constantemente desarmado em parvo.
E quereis saber como é que começou a Guerra dos Cem Anos? Então, cá vai.
O franciú levou a mal e foi assim que começou a Guerra dos Cem Anos. Até hoje.
Ora bem. Eu cuido que a Batalha de Castillon ocorreu em Fafe, exactamente em Fafe, aqui mesmo nas nossas barbas, numa antiga elevação situada entre a Ponte do Ranha, o Socorro, a Alvorada, a Fábrica do Papelão, a casa da Dona Aurora e o Estádio, com o rio Ferro a passar e os campos e bouças de Cavadas aos pés. Ali se alcandorava, com efeito, o famoso monte de Castelhão, como se diz em português corrente, ou Castilhom, como se diz em fafês correcto - e portanto está fácil de ver onde franceses e ingleses foram buscar local e nome para a refrega. O monte de Castelhão era, na verdade, um sítio aprazível para a realização de todo o tipo de batalhas, como por exemplo brincar aos cobóis, e tinha um belíssimo pionono, de que infelizmente não há muita certeza. Mas isso é outra história.
domingo, 21 de setembro de 2025
segunda-feira, 28 de julho de 2025
É preciso ter lata
P.S. - Hoje é Dia Mundial da Conservação da Natureza.
sexta-feira, 25 de julho de 2025
O terraplanista
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| Desenho Nestinho |
A Terra tem diversos movimentos. Os mais famosos movimentos da Terra são o movimento de rotação, que é a Terra a andar egocentricamente à volta de si mesma - tipo Jorge Jesus ou André Ventura, sem ofensa para o primeiro - , e o movimento de translação, que é a Terra, agora modesta e submissa, hipnotizada, a andar à volta do Sol, qual aborboletinha avoando em torno dos afilamentos das alâmpadas, como diria o outro, o das imitações. Ora bem. O que me espanta é que tanto safanão não desequilibre a Terra nem a faça entornar os oceanos ou despencar por aí abaixo os desgraçados habitantes do hemisfério sul que praticam o pino durante o ano inteiro. Quer-se dizer: não desequilibra mas incomoda. E por estas e por outras é que a Terra anda ligeiramente chateada nos pólos.
P.S. - Desenho do Nestinho, Ernesto Brochado, criado expressamente para o meu blogue Tarrenego!
quinta-feira, 5 de junho de 2025
Jardins perdidos
Traz uma árvore também
Era uma localidade um bocadinho estranha, naturalmente austera porém exuberantemente moderna e cosmopolita. Nas suas principais entradas, a autarquia colocara frondosas tabuletas que avisavam os forasteiros: "Se quiser sombra, traga a sua própria árvore".
Os jardins era uma coisa que existia antigamente. Como os castelos, as pinturas rupestres, as pirâmides e assim. Era uma coisa muito antiga, do tempo dos romanos, basta ver que Deus, quando criou o mundo, o mundo era um jardim, mais ou menos como a Madeira, mas chamava-se Éden, como o velho cinema de Lisboa, ou Jardim do Éden ou Jardim das Delícias ou Paraíso Terreal ou simplesmente Paraíso, como o novo cinema de Palazzo Adriano. O plural de Éden é édenes, convém não esquecer.
E corria tudo bem no Paraíso. Quer-se dizer: corria tudo na paz do Senhor. Poder-se-ia até afirmar, creio que sem forçar demasiado a nota, que o Paraíso era, naquele tempo, um autêntico paraíso. Estava escrito, porém, que Adão e Eva tinham de asnear. Podiam ter cometido um pecado qualquer, um pecadinho de nada, um pecado repetido, copiado, um que estivesse na moda. Mas não! - quiseram ser originais. E foram. Adão e Eva cometeram o pecado original e deu na merda que deu. Até hoje.
Eu sou desse tempo. Do tempo em que ainda havia jardins. Não se sabe bem se foi por causa dos traques dos dinossauros ou derivado ao impacto de um asteróide gigante, eventualmente do tamanho de uma cidade, a verdade é que coisas antigas como os castelos, as pinturas rupestres, as pirâmides, os jardins e assim foram regra geral varridas da face da Terra, restando hoje em dia apenas algumas amostras assumidamente raras e razoavelmente arqueológicas.
Para que a Humanidade tenha pelo menos uma vaga ideia de como era o mundo em Portugal antes do apocalipse é que Portugal descobriu Vila Nova de Foz Côa, por exemplo, e Fafe mantém às vezes de porta aberta o vetusto Jardim do Calvário, que nos seus tempos mais pré-históricos até teve crocodilos, e bem barulhentos, isso toda a gente sabe.
Os jardins antigos, os jardins entretanto desaparecidos, foram substituídos por urbanismo, é assim que se chama a nova coisa. E como é que isso se fez? Como é que isso se faz?
Desta maneira simples. Pegue-se num bom pedaço de terreno relvado, com árvores e com sombras, e arrase-se tudo. O terreno, a relva, as árvores e as sombras. O urbanismo não quer sombras. Encha-se o espaço de alcatrão, cimento, placas de granito e mármore, pedregulhos aparelhados fazendo de conta de bancos e estacas de alumínio a imitarem árvores ou, quem sabe, a imitarem esculturas muito inteligentes e indecifráveis, de preferência com esguichos mas sem água derivado à seca e à poupança. Isto é urbanismo! Pegue-se no jardim da cidade, arranquem-se as flores e os arbustos, envenene-se o verde, construam-se desertos em forma de praça e mandem-se as pessoas para casa. Isto é urbanismo! Pegue-se num monte, sítio de memórias, de brincadeiras da infância, santuário de locais secretos e míticos, reserva de saúde e natureza, e corte-se-lhe a crista, cape-se, desarborize-se, desfaune-se, terraplene-se, enxote-se a bicharada, cale-se o incómodo do chilreio dos pássaros, ergam-se moradias de preferência com feitio de caixote, altas, pegadas e muitas, fechadas, e muros e portões e alarmes e estradas e carros e escapes e buzinas e estampanços e atropelamentos e antenas parabólicas e fios e postes de alta ou remediada tensão. Isto é urbanismo!
Resumindo e concluindo: roubam-nos os jardins e dão-nos esplanadas desamparadas e escaldantes, arrancam-nos as árvores e impingem-nos guarda-sóis publicitários. E, se nos queixamos, dizem-nos que não percebemos nada do assunto. Mas qual assunto? Viver?...
terça-feira, 27 de maio de 2025
Mataram os vizinhos
| Foto Hernâni Von Doellinger |
domingo, 25 de maio de 2025
Traz uma árvore também
sábado, 10 de maio de 2025
Fafe, de burro para cavalo
Bons tempos em que o problema de Fafe eram os burros. Sou desse tempo. Agora, pelo que vejo às vezes nas notícias e até, como hoje, em comentários no Facebook do Município, parece que o problema de Fafe são os cavalos. Há quem interprete isto como uma promoção. Eu parece-me, no entanto, que tudo não passa de uma questão semântica, novo-riquismo vocabular.
domingo, 30 de março de 2025
A pegada
P.S. - Hoje é Dia Internacional do Resíduo Zero.
segunda-feira, 24 de março de 2025
sexta-feira, 21 de março de 2025
Urbanismo e estupidez natural
domingo, 10 de novembro de 2024
A landre
| Foto Hernâni Von Doellinger |
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
Afinal havia outras
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| Foto Município de Fafe |
quinta-feira, 10 de outubro de 2024
Câmara de Fafe continua a ganhar
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| Foto Município de Fafe |
quinta-feira, 3 de outubro de 2024
segunda-feira, 9 de setembro de 2024
Óculos sem bateria
Candidaturas ao Prémio A. Lopes de Oliveira
Decorre o período para concurso ao Prémio Literário A. Lopes de Oliveira / Câmara Municipal de Fafe, destinado a distinguir estudos históric...
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Os ausentes Sim, ele gostava muito de presentes. Mas os ausentes falam-lhe mais ao coração... Peita. Dádiva ou promessa com o fim de suborna...
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E o número da máquina fotográfica? - Passei o dia inteiro a ligar-lhe para o telemóvel, mas dava sempre impedido... - Quando for assim, ligu...
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Todos os meses de Julho de todos os anos, o aviso lá estava bem visível à porta de entrada, para orientação de pessoal, clientes e público e...





