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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Concurso de caretas de Carnaval

Os Leões do Ferro organizam o seu segundo concurso de caretas de Carnaval. Os trabalhos concorrentes devem ser entregues na sede da associação até às 15 horas do dia 17 de Fevereiro. Mais informação, aqui.

Quem vê caretas...

Foto Hernâni Von Doellinger

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

O Carnaval é hoje


O desfile de Carnaval dos foliões do pré-escolar e 1.º ciclo das escolas de Fafe sai hoje à rua, a partir das 9h30. Partida e chegada na Feira Velha - Praça Mártires do Fascismo.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Eram outros carnavais

Foto Hernâni Von Doellinger
Na minha terra, naquele tempo, festividades assim familiares e praticamente religiosas como por exemplo o Entrudo tinham as suas normas, liturgia própria. Exigiam pompa e circunstância. Em Fafe, pelo Carnaval, a grande tradição eram, se me dão licença, os peidos-engarrafados lançados no Cinema. Uma lixeira de confetes e serpentinas, alguns pares de estalos, encontrões, ameaças e correrias tolas, mas sobretudo peidos-engarrafados, um fedor que não se podia mas uma grande risota, ou se calhar um grande risoto, como hoje em dia será mais fino dizer. Peidos-engarrafados e pimenta. Exactamente, pimenta culinária sacudida dos camarotes para cima da plateia. Enquanto isso, o filme. De preferência uma coboiada, com muitos tiros e estrondosas cavalgadas, mas normalmente não, porque o "programador" tinha uma ideia morcona de divertimento e folia, em nome de Deus, Pátria e Família. Anos sessenta e setenta do século passado - Portugal era assim, regra geral. Um país a bem da Nação. E há por aí uns que tais que querem esta merda de volta.
Durante o resto do ano, no Cinema, só eram permitidos peidos biológicos, caseiros, que, não desfazendo, também eram uma categoria, e para além disso tínhamos o Moisés, que isso então nem se fala! Eram peidos subversivos, contra o governo, que nos alimentava a couves e tínhamos de as comprar, porque nem os ricos as davam - vendiam-nas como se precisassem ou preferiam deitá-las aos porcos, que infelizmente não éramos nós, os pobres, no caso em apreço.

No nosso Carnaval havia corso pelas ruas do centro da vila. E o rei momo era o Tónio da Legião, bonacheirão, afavelmente decilitrado, com coroa, manto e barbas a condizer, e só podia mesmo ser ele, no trono, lá do alto do carro alegórico, palácio ou castelo, olhando de lado para o mundo. Não me lembro se lhe deram rainha. O Tónio da Legião tinha uma queda tremenda para a amizade e para a cozinha, mas isso não vem hoje ao caso. E o Aristides Carteiro, que era um senhor e praticava humorismo nas horas vagas, abria o cortejo mascarado de ciclista, realmente um disfarce à altura do seu insuspeito porte atlético.

Pelo Entrudo, em Fafe, queimava-se o Pai das Orelheiras, velha tradição popular, de afirmação de rua, que andou perdida durante anos e que a Câmara Municipal resgatou em 2017, se não me engano. No nosso Santo Velho nós fazíamos a fogueira e queimávamos o figurão. Era o ponto alto do dia, que por acaso era à noite. As nossas mães diziam-nos para não brincarmos com o fogo, porque senão, quando fôssemos dormir, iríamos mijar na cama. Nós brincávamos na mesma e ao entrarmos em casa para dormir levávamos logo o ensaio do costume, mesmo antes de se saber se mijávamos ou não, e eu achava isso muito injusto e provavelmente ilegal.
Não me vou armar em Freud, mas naquele dia elas vestiam-se deles e eles vestiam-se delas. Era uma ocasião muito esperada. Uma oportunidade. Adultos, casados e afins, saíam para a rua aos pares com as roupas ao contrário e as caras tapadas com caretas de papelão compradas no Rates, que tinha tudo mesmo antes de terem sido inventadas as lojas que têm tudo, farmácias à parte e hoje em dia os talhos. Assim disfarçados e de boca calada, os pares de foliões metiam-se com os vizinhos, e o grande divertimento era tentar descobrir quem seriam os tratantes, desconfiando-se sempre deste ou daquela, tu a mim nunca me enganaste...
A coisa às vezes acabava à pancada, mas quê, era Carnaval e ninguém levava a mal. Além disso, estávamos em Fafe e tínhamos os peidos. Os peidos-engarrafados, quero dizer.

É, bons tempos: pobretes mas alegretes. Fafe tinha belas tradições. Era tudo muito bonito e os peidos eram o nosso escape natural, o epítome do divertimento que se podia.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

O verdadeiro drama brasileiro

O verdadeiro drama é este: já falta menos de uma semana, e milhões de brasileiros, sobretudo brasileiras, ainda não sabem de que se vão despir no Carnaval.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Um santo Carnaval

Enviou comovida mensagem à sua lista completa de contactos. "Um santo Carnaval, para si e toda a família, associados e simpatizantes", fez votos. E, recolhendo-se, agradeceu a Deus por Deus o ter feito tão boa pessoa.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Tino de Rans e Maria Leal, os senhores de Antime

Acabo do saber, não sem um baque no coração - e quem diz baque diz bitôbe -, acabo de saber, dizia, que Maria Leal e Tino de Rans vão ser os reis do Carnaval de Antime. Soube-o através do Expresso de Fafe, que frequento várias vezes ao dia, e devo dizer que fiquei num sino. Acho que mais pontaria era praticamente impossível, a União de Freguesias de Antime e Silvares S. Clemente acertou quase em cheio e está de parabéns. Para o tiro ser mesmo na muche falta evidentemente o Zé Cabra, mas às tantas o orçamento não dava, e também depende da disponibilidade do artista.
Julgam que eu estou no gozo, armado em intelectual de merda? Nada disso. Considero a dupla Maria-Tino, palavra de honra, uma escolha sensacional e que faz todo o sentido para o fim em questão - os reis momos do Carnaval. Evidentemente desde que a rapariga esteja contratualmente proibida de cantar.
Duvidam do que eu digo? Leiam ou releiam o que publiquei neste blogue há apenas dez dias, mal eu sabia, com fotografia e tudo, e espero que não tenha sido por isso:

Foto Tarrenego!
O Tino, o imprescindível Tino, estava de partida para a "Quinta das Celebridades" da TVI com a missão mais que esperada de fazer figura de urso, isto lá pelo ano de 2005, se não estou em erro. O meu jornal, que só tratava de assuntos assim importantes, mandou-me a Rans cobrir a festa de despedida do herói local, que meteu comes e bebes, família, vizinhos, amigos, os dois penetras do 24horas, muitos abraços e algumas lágrimas. Um exclusivo à moda antiga. O Tino, que é um cromo mas não é tolo, teve a gentileza de oferecer-me o seu livro "De Palanque em Palanque", inesperadamente prefaciado por D. Manuel Martins, e acrescentou-lhe uma profética dedicatória, sarrabiscada mesmo antes de entrar para o carro rumo à capital. Escreveu: "Hernâni, espero-te quando sair da Quinta em ombros. Rans sairá em ombros também." E assinou: "Tino de Rans".
Eu não sei se o Tino saiu em ombros, decerto não, mas sei que não fez figura de urso enquanto esteve na Quinta. Fez com que outros fizessem por ele, e já não foi pouco. Repito: o Tino não é lerdo, apenas se esforça por parecer. E goza o prato...
De resto, para mim, o Tino de Rans é praticamente presidente da república. Por isso guardo com tanta vaidade o livro e o autógrafo com que ele me agraciou.

Petiscos & Arraial em Fafe

Próximo fim-de-semana, dias 7, 8 e 9 de Agosto, no centro da cidade de Fafe, Praça 25 de Abril, há Petiscos & Arraial, numa organização ...