terça-feira, 25 de novembro de 2025

Prémio de História Local


O Município de Fafe volta a promover o Prémio de História Local "Câmara Municipal de Fafe", que pretende distinguir o melhor trabalho original apresentado a concurso sobre aspectos da história do concelho. As candidaturas decorrem até 31 de Maio de 2026 e o prémio será entregue na sessão solene de 5 de Outubro do próximo ano. Regulamento e demais informação, aqui.

domingo, 23 de novembro de 2025

Encontro de cantadores de Reis

Foto Município de Fafe

Estão abertas as inscrições para o XXXIX Encontro de Cantadores de Reis do concelho de Fafe, que decorrerá no dia 11 de Janeiro de 2026, a partir das 15 horas, em vários espaços da cidade, com a final a realizar-se, pelas 17 horas, no Pavilhão Multiusos. O período de inscrição vai até ao dia 19 de Dezembro de 2025. Normas de participação e mais informação, aqui.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Artistas e escritores fafenses


Inaugura hoje, em Fafe, a exposição "Cores de Liberdade". Na Biblioteca Municipal, pelas 21 horas. Nesta mostra, patente ao público até 31 de Dezembro, participam os artistas fafenses Ana Stingl, Arlete Gonçalves, Carlos Santana, Cloé, Dulce Barata-Feyo, Fernanda Aguiar, João Bastos, José Freitas Pereira, Luís Gonzaga, Orlando Pompeu, Patrick Fernandes e Xuca de Oliveira. A colectiva assinala o 35.º aniversário do Núcleo de Artes e Letras de Fafe (NALF). Durante a sessão será também apresentada a coletânea "Tempos de Coral", com textos e ilustrações de autores do NALF. Acácio Almeida, Alberto Alves, Ângelo Santos, Arlete Gonçalves, Artur Coimbra, Augusto Lemos, Carlos Afonso, Felisberto Machado, Francisca Mendes, João Carlos Lopes, José Emídio Lopes, José Maria Ramada, José Salgado Leite, Pompeu Miguel Martins e Tiago Gonçalves, na poesia ou na prosa, Ana Stingl, Carlos Santana, João Artur Pinto (fotografia) e Luís Gonzaga, na ilustração. Mais informação, aqui.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Amanhã, se não chover


Depois de dois sensatos adiamentos devido ao mau tempo, "A Bicha das 7 Cabeças" deverá apresentar-se em Fafe, já amanhã, sexta-feira, 21 de Novembro, pelas 22 horas, no anfiteatro da Casa da Cultura, quem dera que não chova. Mais informação, aqui.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Arte fafense para ver no Porto

Foto Município de Fafe

Os entrançados de palha de Fafe estão em exposição na Galeria de Artes Certificadas, um novo espaço comercial inaugurado há dias na Rua das Flores, no Porto. Os entrançados de palha são, desde 2024, o primeiro produto artesanal certificado de Fafe. Na mostra estão presentes as 27 artes certificadas portuguesas. Mais informação, aqui.

domingo, 16 de novembro de 2025

Natal em Fafe é todos os dias


Cá em casa abrimos o Natal, este ano, na passada quarta-feira, dia 12 de Novembro, e no blogue Mistérios de Fafe também. Fafe e o Natal, o Natal e Fafe, velhas histórias, costumes antigos, o circo, a fé, a família, famílias, ilustres fafenses daquele tempo, todos os dias até ao fim do ano e talvez um pouco além, é .

sábado, 15 de novembro de 2025

As castanhas são como o próprio nome indica

Foto Hernâni Von Doellinger

O problema da habitação
As rendas estão cada vez mais caras. Quanto aos bordados, já ninguém lhes liga.

As castanhas. As castanhas têm pouco que se lhes diga. Chamam-se castanhas por causa da própria cor, acho eu, e há quem afirme que são aquénios, o que simplifica logo as coisas. Ora bem. As castanhas fazem-me gases e há cinco qualidades de castanhas: castanhas cruas, que sabem a infância e a dor de barriga, castanhas cozidas, que, no meu modesto entender, precisam de saber a funcho, castanhas piladas, que são umas malandras, castanhas assadas, que são quentes e boas, e castanhas com bicho, que são realmente uma merda. No Verão, as castanhas são tremoços.
As castanhas vêm dos ouriços, que antigamente tinham a mania de cair em cima das cabeças das pessoas. Os ouriços de Fafe, então, eram do piorio. Havia um castanheiro nas traseiras do tasco do Senhor Augusto Paredes, encostado ao muro, mesmo em frente ao Palacete, e os ouriços caíam na rua como tordos. Mas não caíam à toa. Esperavam por mim, matreiros e organizados, para me desabarem aos pares ou num indecente mènage à trois mesmo em cheio no cocuruto. E eu, desprevenido, sem capacete, estais a ver como é que ficava. Era um cristo.
Para além dos filhos da puta dos ouriços e das castanhas que servem para a nossa alimentação, os castanheiros davam também uma tirinhas muito jeitosas para se fazerem grinaldas e óculos de brincar. Os castanheiros podem ter mais de mil anos, mas o do quintal do Paredes não. O quintal do Paredes era também o quintal do Senhor Jerónimo Barbeiro e do Senhor Lopes Agulheiro, três famílias grandes, sobretudo femininas e boas, e eu tenho muitas saudades daquela gente toda. O castanheiro do Paredes agora é um prédio de rés-do-chão e quatro andares. Mesmo em frente, centenário e ainda elegante e digno, agora é o Palacete que cai. Cai aos bocados, desgostoso com o abandono e a ignorância adjacente.
Derivado às castanhas, existem também as castanhadas e as castanholas. As castanhadas não devem ser confundidas com magustos, basta perguntar ao Pepe, ex-jogador de futebol, que ele explica. E as castanholas fazem um papelão nas mãos de Lucero Tena.
Eu gosto muito de castanhas. E afinal as castanhas têm bastante que se lhes diga.

P.S. - Versão revista e actualizada, publicada no meu blogue Mistérios de Fafe. "PCP propõe requalificação do Palacete do Centro de Emprego de Fafe no Orçamento do Estado", noticia a Fafe TV.

Teatro em família no Teatro-Cinema

O espectáculo "Pelo prazer de não estarmos sós" sobe ao palco do Teatro-Cinema de Fafe, no próximo dia 20 de Setembro, domingo, às...