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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Compasso pascal em Fafe

Foto Paróquia de Fafe-Santa Eulália

São 43 os compassos pascais que vão sair à rua em Fafe, no próximo domingo, a partir das 9 horas. Todos os percursos podem ser vistos aqui.

segunda-feira, 30 de março de 2026

quarta-feira, 18 de março de 2026

Via-sacra cantada na Igreja Nova


Na próxima sexta-feira, dia 20 de Março, às 21h15, a Igreja Nova de São José acolhe um momento singular de oração e de fé, com a realização de uma via-sacra integralmente cantada. O concerto estará a cargo do Grupo de Louvor de Fafe e Fornelos, do Curso Alpha. A iniciativa é de entrada livre e aberta a toda a comunidade. Mais informação, aqui

quinta-feira, 5 de março de 2026

Procissão dos Santos Passos


A Procissão dos Santos Passos de Fafe decorre na tarde do próximo domingo, dia 8 de Março. As cerimónias iniciam-se às 15 horas, na Igreja Matriz. Mais informação, aqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Jesus Cristo, procura-se!

A polícia anda à procura de Jesus. O Ministério Público pretende acusá-l'O dos crimes de promoção de ajuntamento em Mt 15, 29-39, incentivo à violência em Jo 8, 7 e subtracção e ocultação de cadáver em Lc 24, 1-3.

Eles sabem o que fazem!

Foto Hernâni Von Doellinger

quarta-feira, 3 de abril de 2024

O terceiro homem

O terceiro homem foi Abel. Adão foi o primeiro, como o próprio nome indica. Caim, o segundo. E Abel, o terceiro. A seguir veio Sete, que, pela ordem natural das coisas, deveria ter sido Quatro, mas a Bíblia é como é e quanto a isso nada. Caim matou Abel, numa história negra muito bem contada pelo jornalista, espião e escritor inglês Graham Greene. O livro deu filme de Carol Reed, que meteu Orson Welles e ganhou Cannes, BAFTA e um Óscar da Academia. Óscar evidentemente acúrsio.

P.S. - O jornalista e escritor britânico Graham Greene, autor de "O Terceiro Homem" e "O Ministério do Medo", entre outros best-sellers, morreu no dia 3 de Abril de 1991.

domingo, 31 de março de 2024

O compasso

Foto Hernâni Von Doellinger

O compasso divide a música em intervalos de tempo iguais. Muitos estilos musicais tradicionais já presumem um determinado compasso: a valsa, por exemplo, usa o compasso três por quatro (ou ternário simples), enquanto o rock se serve por norma do quatro por quatro (quaternário simples), do doze por oito (quaternário composto) ou também do velho três por quatro da valsa. O compasso faz arcos de circunferência mas não de violino, é uma modesta constelação de estrelas praticamente apagadas no hemisfério sul e, aqui que ninguém nos ouve, tem qualquer coisa de maçónico. O compasso costumava sair à rua no Domingo de Páscoa.

Em Fafe de boa memória, era na Casa do Santo Velho que se reuniam todas as cruzes no fim tardeiro do compasso, seguindo depois para a Igreja Nova, em galhofeira procissão de sinetas exaustas e descompassadas, nas últimas. Rebentavam foguetes com uma violência desnecessária, desproporcional, moucando-me os ouvidos e estremecendo-me as entranhas, e a mim parecia-me que a ressurreição do Senhor podia muito bem ser melhor festejada com bichas-de-rabiar, não desfazendo, mas ninguém me ligava...

sábado, 30 de março de 2024

quarta-feira, 27 de março de 2024

Noé faleceu aos 950 anos, inesperadamente

Noé, como todos os homens especialmente abençoados por Deus, era um incorrigível optimista. De hora a hora, dia após dia, durante quarenta dias, espreitava à janela da Arca, desviando a cortininha de chita estampada em degradê, e dizia à mulher: "É só um aguaceiro"...

segunda-feira, 25 de março de 2024

A sarça ardente

Quando Moisés disse, todo vaidoso, "A minha vida dava um filme", Deus ficou bastante chateado, pegou lume ao monte e proclamou: - Agora apaga-o, que o Noé gastou-me a água toda.

domingo, 24 de março de 2024

Os Calvários de Fafe

Seminário de Braga. Lembro-me de uma Páscoa e a memória até é fácil - foi em 1974 e no sábado do Domingo de Ramos havia Festival da Eurovisão em Brighton, Reino Unido. Era a grande noite, a verdadeira, tempos outros. Os nossos "superiores", como impunham que lhes chamássemos, deixaram-nos ir para a sala da televisão: muito compostos, bico calado, ouvimos as cantigas a preto e branco. Paulo de Carvalho cantou "E Depois do Adeus". Esteve bem, muito bem, Paulo de Carvalho nunca soube cantar mal. Para mim, Portugal ia ganhar. Sem espinhas. Preparei-me para o melhor.
Só que. Já disse: era seminário, Braga e Semana Santa, véspera à noite do Domingo de Ramos. Portanto: só que, na hora da votação, a parte mais emocionante, os do orfeão, à inapelável voz de comando, tocados como gado, desatámos a descer por umas escadas de que nem sabíamos e, num lampo, chegámos à rua. Ia passar a procissão. O Paulo de Carvalho que nos desculpasse, mas era a nossa vez de cantar. O estrado com degraus estava montado logo ao pé da porta, no cantinho do Largo de Santiago, defronte do Governo Civil. Cantámos o "Miserere", como mandava a tradição. E era digno de ser ouvido, minhas senhoras e meus senhores: nós cantávamos a cores.
Cantámos numa fervurinha mas como querubins, como querubins apressados, a procissão parou e passou, em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo amém, e toca a galgar a escadaria (que já não era secreta) com o coração aos saltos, quem é que ganhou, quem é que ganhou, mas afinal quem é que ganhou? Foi o Paulo de Carvalho? Foi Portugal? Evidentemente que foi Portugal. Ganhámos, de certeza que ganhámos...

(Ao contrário do que alguém possa ainda pensar, por causa da história das senhas radiofónicas do 25 de Abril, "E Depois do Adeus" é apenas uma notável balada de dor de corno, sem qualquer submensagem política. Muito bem cantada, isso sim, letra de José Niza e com uma orquestração - do maestro José Calvário, também autor da excelentíssima música - do melhor que alguma vez se fez ou virá a fazer no nosso país.)

Mas não. Não ganhámos. Portugal não ganhou e Paulo de Carvalho também não. Ganharam os Abba, com "Waterloo". A nossa canção, "E Depois do Adeus", desenrascou apenas três pontos e ficou em último lugar, empatada com a Alemanha, a Suíça e a Noruega. E vá lá, que a companhia podia ser pior...

Que se segue? Há quase cinquenta anos que ando com esta Páscoa no ouvido. E não por causa dos Abba nem pela bela canção do Paulo de Carvalho. É o "Miserere". O "Miserere" ensinado e dirigido pelo bom padre José Sousa Marques, se não erro no nome, chamado entre nós o Galinhola por causa dos seus meneios e ademanes. O "Miserere" que ainda sei de cor aos retalhos e com o qual, volta e meia, puxando pelo lamentável baixo-barítono que sobrevive dentro de mim, atazano o orelhame do pessoal cá de casa.
As saudades fizeram-me isto: lancei-me à procura do meu "Miserere" no YouTube e não o encontrei. Quem sou eu para desgostar do sublime "Miserere" de Allegri, que está em todo o lado como Deus Nosso Senhor e a CMTV, mas - deu-me para aqui -, de momento o "Miserere" bracarense, completo, integral, pungente, é que me convinha. E não sei dele.

E que mais? O maestro José Calvário, que morreu em 2009, com apenas 58 anos. Extraordinária figura, conhecido sobretudo da televisão, cheguei a vê-lo algumas vezes em Fafe, o que me enchia de orgulho e emoção. Eu era fã, sabia-o de cor. Sabia das suas gravações com a London Philharmonic Orchestra, com a London Symphony Orchestra, com a Orquestra Sinfónica do Estado Húngaro. Eu sabia do jazz, dos Psico, de Adriano Correia de Oliveira, de António Gedeão, de Carlos Mendes, de Fernando Tordo, de Tonicha, da sua pluralidade e excelência musical. Via-o a passar de carro, sem parar e evidentemente sem me reparar, mas para mim bastava. A família - "os Calvários", que creio que eram do Porto - tinha uma fábrica em Fafe, na Recta, actual Avenida de São Jorge, um pouco depois da Parefa, como quem vai para Armil sem cruzamentos rotundos e semáforos preguiçosos. Eu ligava aquela gente, não sei dizer porquê, ao nosso Jardim do Calvário, e por isso achava que eles, apesar de ricos, famosos, distantes e inacessíveis, também eram nossa gente, embora todas as noites fossem dormir a casa, pelo menos nunca se me constou o contrário nem lhes sei de filhos suplementares e fafenses. A fábrica chamava-se Coral, Malhas Coral, e mandou uma equipa ao primeiro torneio de futebol de salão de Fafe, em 1977, organizado pelo Grupo Nun'Álvares. E a equipa deu nas vistas vestindo camisola e calção numa cor nova e inusitada para o tempo, algo entre o vermelho, o laranja e o rosa, certamente coral como o próprio nome indica, espero não estar a dizer asneira, ou então sonhei isto tudo.

Domingo do Ramos

O Ramos tem um domingo por ano. É hoje.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Afinal a cruz foi inventada

Hoje, 3 de Maio, a Igreja Católica celebra o Dia da Invenção da Santa Cruz. Da invenção, valha-me Deus! Convenhamos que assim de repente o nome da efeméride não é lá grande espingarda, pois não? Quero dizer: não parece de confiança. Então a cruz foi inventada? E, ainda por cima, quase um mês após a Páscoa, quando ela, segundo a tradição, teria sido precisa? Acho isto tudo muito suspeito. Cheira a batota, trafulhice...

sexta-feira, 7 de abril de 2023

Jesus, Jesus, o que sente neste momento?

Se fosse hoje, a CMTV transmitiria em directo a paixão e morte de Jesus Cristo. Reportagem de Tânia Laranjo, no local, ou pelo menos o nome de Tânia Laranjo no local, e comentários e molduras penais a cargo do ex-ministro Rui Pereira, em estúdio. Ou em casa, por teletrabalho, com uma inapelável biblioteca atrás das costas.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

A última ceia

Português, desempregado, 45 anos de idade. Quando finalmente conseguiu um part-time como homem-sanduíche, chegou a casa e deu-se de comer aos filhos.

A esfera armilense

Cinco Quinas mais duas Carlota Joaquina, Teolinda Joaquina de Sousa Lança (aliás, Linda de Suza), Joaquina de Vedruna, Mariana Joaquina Apol...