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segunda-feira, 30 de março de 2026

Arte sacra em Fafe


"Agora vemos como num espelho", Exposição de Arte Sacra de Fafe, de 31 de Março a 1 de Novembro, no Arquivo Municipal de Fafe. A mostra reúne um conjunto significativo de peças provenientes de várias paróquias do concelho. Entrada livre. Mais informação, aqui e aqui.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Em Fafe, resistimos!


Foi ontem inaugurada, no Arquivo Municipal de Fafe, a exposição "Em Fafe, resistimos!", que ficará patente ao público até 30 de Junho. A mostra, adianta o Município, "debruça-se sobre os contextos e lugares do período antecedente ao 25 de Abril de 1974, com o foco «Resistência ao Fascismo em Fafe», e oferece, através de elementos gráficos, peças, fotografias, vídeos e documentos históricos, um olhar profundo sobre a repressão, a luta pela liberdade e os rostos que enfrentaram o regime."
Toda a informação e horários, aqui.

domingo, 9 de junho de 2024

Adeus, até ao meu regresso

Foto Tarrenego!
Fernando Pessoa inventou e patenteou o aerograma. Exactamente esse Fernando Pessoa, o da "Mensagem" e dos heterónimos, o Camões com dois olhos - se não sabiam, ficam a saber. O aerograma era uma carta sem envelope e andava de avião. Escrevo era e andava porque não sei se ainda há aerogramas. Se há, são fáceis de reconhecer: os aerogramas são cartas levezinhas e contorcionistas que se dobram e fecham sobre si mesmas. É procurar nos circos ou nos manicómios.
O aerograma foi um enorme sucesso durante a Guerra Colonial. Era o meio de comunicação preferido entre as famílias cá na então chamada metrópole e os militares enviados lá para o então chamado Ultramar, para o campo de batalha do regime. O aerograma matava saudades entre Portugal e África, e era uma matança porreira, ao contrário da outra, que doía mais. Mas também inventava amores, alimentava namoros, alcovitava casamentos. Contava histórias, quer-se dizer.
Em Fafe, os aerogramas eram vendidos no palacete do Grémio da Lavoura, onde hoje se instala o Arquivo Municipal. Entrava-se pela porta das traseiras, e está certo, porque a guerra era uma vergonha e as vergonhas devem ser escondidas. Eu ia comprar aerogramas para a Mila Tripa, que se tornara madrinha de guerra do soldado Valentim que eu não conhecia. Nem ela. A Mila trabalhava na Fábrica Alvorada e era como se morasse connosco, no Santo, era da família a bem dizer, uma espécie de tia e irmã mais velha, mulher extraordinária que o tempo me obrigou a admirar e respeitar cada vez mais.
Os aerogramas eram oficialmente grátis e já não me lembro quanto é que custavam realmente. Que se segue? Aerograma para lá, aerograma para cá, fotografia para cá, fotografia para lá, e poupando nos pormenores, a Mila e o Valentim passaram naturalmente a namorados e noivaram por correspondência. O soldado Valentim deixou as pernas na guerra, mas voltou homem inteiro e bom. Ele e a Mila casaram. E foi um final feliz.

Noutros casos, não. Às vezes os aerogramas não vinham. Chegava um telegrama. Um telegrama e a seguir um caixão. Vi disso em Fafe naqueles anos cinzentos. Apesar da meninice, vivi-o e senti-o profundamente. Vezes demais. Quarenta jovens militares fafenses morreram na Guerra do Ultramar. O funeral do Zeca Lopes - que era dos nossos, da nossa rua - marcou-me para toda a vida. Creio que há coisa de trinta anos escrevi para a rádio nacional uma crónica a pretexto deste episódio que me persegue, mas não sei dela, alguém de Fafe pediu-ma, mandei-a e decerto perdeu-se. Perdi-a. E assim não me resolvo.

P.S. - Publicado originalmente no meu blogue Tarrenego!, no dia 5 de Outubro de 2013, assinalando a inauguração do Arquivo Municipal de Fafe. A foto pertence ao arquivo pessoal do pára-quedista fafense Álvaro Magalhães.

O sítio onde Fafe mora

Foto Município de Fafe
"O Arquivo Histórico de Fafe conjuga o riquíssimo acervo da Câmara Municipal com acervos de juntas de freguesia, associações, famílias, empresas e colecções muito especiais, como as da Casa Foto Vítor (fotografia) e de jornais locais, que contribuem para acrescentar um valor incalculável ao serviço.
O Arquivo Histórico é um repositório da Memória de Fafe, e o seu acervo documental compreende-se entre os séculos XIX e XXI. Dispõe de 40 fundos e colecções. O seu documento mais antigo data de 1513 e trata-se do Foral Manuelino atribuído à Terra e Concelho de Monte Longo, a 5 de Novembro, no reinado de D. Manuel I.
O espaço, equipado com tecnologia recente, como estantes rolantes e equipamentos de higienização e expurgo para contenção de infestações, tem capacidade para armazenar cerca de 4500 metros lineares em estanteria compacta.
O Arquivo Municipal abriu ao público em 2022, tendo acolhido diversas exposições, colóquios e conferências, tornando-se, desta forma, um importante pólo cultural da cidade, defendendo a missão de serviço público para a preservação e defesa da história local e do nosso património."

P.S. - Hoje é Dia Internacional dos Arquivos. O texto acima é da autoria do Município de Fafe.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Emigração, pertença e identidade

"Sentimentos de pertença e re(construção) identitária ao longo da vida da "segunda geração" de emigrantes portugueses no Luxemburgo" é o tema da conferência que terá lugar no próximo dia 23 de Abril, terça-feira, pelas 18 horas, no Auditório do Arquivo Municipal de Fafe. Será conferencista a socióloga Heidi Martins, investigadora do Centro de Documentação sobre Migrações Humanas (CDMH)/Luxemburgo. A entrada é livre.

quarta-feira, 13 de março de 2024

Em torno da mobilidade


Maria Beatriz Rocha-Trindade vem a Fafe apresentar o seu mais recente livro, "Em Torno da Mobilidade - Provérbios, Expressões Idiomáticas e Frases Consagradas". É já amanhã, quinta-feira, dia 14 de Março, pelas 18 horas, no Auditório do Arquivo Municipal de Fafe. E a entrada é livre.
Socióloga, professora catedrática na Universidade Aberta, onde fundou, em 1994, o Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais, Maria Beatriz Rocha-Trindade é considerada a introdutora em Portugal do ensino da Sociologia das Migrações.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Fafe de porta aberta

Foto Hernâni Von Doellinger
Hoje é Dia Internacional dos Arquivos, e o Arquivo Municipal de Fafe abre as suas portas oferecendo visitas guiadas. É também uma das derradeiras oportunidades para ver a exposição "Hospital de São José: 160 anos ao serviço da comunidade", que encerra amanhã. E exactamente amanhã será igualmente Open Day no Teatro-Cinema de Fafe, que propõe aos seus visitantes um interessante conjunto de actividades de diferentes artes, da música à poesia e ao teatro, envolvendo artistas fafenses, numa iniciativa da FanfArt. Mais informação, aqui e aqui.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Éfaf, a arte antes pelo contrário

Foto Município de Fafe
Éfaf2023 é um projeto artístico desenvolvido pelas turmas N e M do 10.º ano do curso de Artes da Escola Secundária de Fafe e está patente ao público, até 10 de Junho, no Arquivo Municipal de Fafe. Procurando inspiração nas relações pessoais, sociais e afectivas, cada aluno elegeu uma personalidade com carácter significativo no seu percurso existencial e retratou-a artisticamente.
"Éfaf é um jogo com a palavra Fafe que alude à inversão do normal sentido do quotidiano, sendo os filhos a trazerem os pais à escola e em simultâneo a representação de determinadas perspetivas de Ser Fafe, respeitando o passado, vivenciando o presente e perspetivando o futuro", explica o texto que anuncia a exposição. Mais informação, aqui e aqui.

A esfera armilense

Cinco Quinas mais duas Carlota Joaquina, Teolinda Joaquina de Sousa Lança (aliás, Linda de Suza), Joaquina de Vedruna, Mariana Joaquina Apol...