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domingo, 25 de maio de 2025
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
Gaivotas atiram-se ao Minho
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Duas das medidas a aplicar pelo Porto - que, entre Gaia e Matosinhos, é sempre o paradigma - seriam então, segundo li, "a georreferenciação de pedidos de intervenção relacionados com gaivotas para estabelecer um plano de controlo do sucesso das medidas preventivas e a realização de acções de sensibilização quando se identificam situações irregulares de alimentação dos animais com entrega de brochuras". Nunca percebi o que este palavreado queria dizer, mas gosto muito da "georreferenciação", e gosto sobretudo de "brochuras". Por outro lado, esta merda cheira-me a Eichmann...
Não sei se a Protectora, a Quercus, o PAN e os pans mais pequeninos tomaram posição sobre o assunto. Se tomaram, talvez tenha sido: devemos amar e respeitar os animais, se forem muitos (e mesmo animais) é que não. Que se lixem as gaivotas de uma forma geral e os garranos de Paredes de Coura em particular, salvemos os gatos lambe-cricas, o lince da Malcata e os cães zicos, choremos os simbas, lutemos pelo lagarto de água de Gaia, dignifiquemos as pegas se forem pássaros, e sobretudo morramos pelos toiros de lide.
Orwell já tinha avisado: todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros e as gaivotas ainda vêm a seguir.
É público e às vezes notório que eu tenho duas gaivotas. Era uma mas agora são duas, tal qual os amores do Marco Paulo eram dois. Um destes dias a minha mulher põe-me fora de casa por causa das gaivotas, que me cagam generosamente a varanda e enxovalham a roupa a secar. Mas a verdade é esta: apesar de cagonas, eu quero-as; e a minha mulher enxota-as. Serão ciúmes? É preciso que se note que as minhas são as duas mais belas gaivotas do mundo - vejam só o retrato lá em cima. Eu, por mim, ficava com elas...
Aos puristas escandaliza-os certamente a minha preferência pelas gaivotas em desfavor, por exemplo, dos toiros. Mas, valha-me Deus, imaginem dois toiros - ou, vá lá, uma toira e um toiro - a voarem-me por cima da varanda e a cagarem-me a roupa do estendal, e esforcem-se um bocadinho para tentarem perceber se eu tenho ou não tenho razão...
Quase oito anos passados, não sei em que ponto vai a matança das gaivotas, se corre bem ou se corre mal. Os presidentes de câmara que tiveram a tão luminosa ideia são os que ainda estão lá, menos um, por razão de força maior - Rui Moreira, Eduardo Vítor Rodrigues e Luísa Salgueiro em vez de Guilherme Pinto -, mas parece que nunca prestaram contas sobre o assunto. Eu conto-as todos os dias, e posso garantir que, pelo menos aqui em Matosinhos, as gaivotas estão a ganhar...
Não é para me gabar, mas gaivotas é comigo. Estou agora a escrever e estou a ouvi-las, a vê-las à minha frente, do lado de lá da janela. Eu e as gaivotas somos inseparáveis, cúmplices, somos um para as outras. Fui o primeiro a alertar para os perigos que corre o extraordinário gaivotal da Riguinha e Carcavelos, orgulho e emblema da Praia de Matosinhos. As gaivotas interessam-me. Cagam-me em cima, é certo, mas muito menos do que o Paulo Portas e o Passos Coelho me cagaram em cima, e eu não os conhecia de lado nenhum e não me interessavam para nada. Gaivotalmente falando, levo já mais de 25 anos de trabalho no terreno, eu e elas, evidentemente contra a vontade da minha mulher, por causa da limpeza da varanda. Estou portanto em condições de afirmar, sem temer desmentidos, que sei de gaivotas como se fosse gaivoto. Houvesse um presidente da república das gaivotas, como já houve das cagarras, e seria eu.
Ora bem. Outro especialista, mas este da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, afirmava aqui atrasado que as gaivotas andam a mudar-se do mar para a cidade. Pois andam. O caro colega afiança também que o "fenómeno" começou exactamente há dez anos, mas que, atenção, está a aumentar com "o calor elevado que se faz sentir neste momento".
Não sei se o "fenómeno" começou mesmo há dez anos - não os contei, não sei sequer se o "fenómeno" é fenómeno realmente, mas afirmar que as vagas de calor puxam as gaivotas ainda mais para terra é ciência de atirar à sorte a ver se acerta. E não acertou. Ou então as gaivotas de Matosinhos são umas desalinhadas, só para chatear.
Explico. Hoje havia um nevoeirinho manso ali na praia, uma brisazinha de norte passava aqui pela rua como quem não quer a coisa, e elas aí andavam, as minhas gaivotas, nos telhados, na varanda, conversadeiras e cagonas, aproveitando a fresca como eu. Mas nos dias de brasa de Julho, Agosto e Setembro, não. Pelo contrário. A canícula devolveu-as ao mar e estragou a teoria de sofá do ilustre ecologista. Quem as quisesse ver, era na água, bandos imensos, uns cem metros para dentro da linha de rebentação. Porque não são parvas. É. Já escrevi e repito: as gaivotas têm merda na barriga, não na cabeça. O mesmo não poderei dizer sobre certos eleitores...
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
O galo do presépio
Este ano metemos o galo no presépio. Todos os anos experimentamos um melhoramento natalício, há muito que andávamos com o galo debaixo de olho, e foi este ano. Agora lá está ele, altaneiro e bico calado, mas imaginamo-lo todo kikirikiki como o Jerónimo do reclame da Compal, a anunciar o nascimento do Menino Jesus exactamente às 7h30, conforme muito bem podia constar da Bíblia.
O nosso galo do presépio é um galo de Barcelos, mas, atenção, não é o Galo de Barcelos. Nada de parolices, valha-nos Deus! É um galo de capoeira, obra de mestre barcelense, isso sim, 6x4 centímetros, a obra, um euro e meio, o preço. É arte.
Só presépios temos oito, para além de mais meia dúzia de Meninos Jesus avulsos, e nem as casas de banho escapam ao nosso Natal. Pusemos o galo novo no presépio principal, evidentemente. O nosso é um presépio inclusivo, ao contrário do presépio do falecido papa Bento XVI, que em 2012 resolveu expulsar a vaca e o burro, porque, sentenciou, no local do nascimento de Jesus "não havia animais". Portanto, concluí eu, também não havia ovelhinhas, o que quer dizer que também não houve pastorinhos do deserto. Sobravam, inequivocamente, os três reis magos. Gente fina, vinho de outra pipa. Reis. E magos (porque o champanhe ainda não tinha sido inventado). Esses, é certo, estiverem lá, em representação de toda a humanidade - segundo Ratzinger. Estiveram os reis magos e os anjos cantadores. Os anjos também estiveram.
Que se segue? Eu por acaso até era mais dado a acreditar no burro e na vaca do que na mirabolante história de Gaspar, Melchior e Baltasar, uma boa linha média para quem jogue em 4-3-3, mas que se há-de fazer? Na verdade, eu por acaso até sou capaz de acreditar mais no burro e na vaca do que nos anjos e no presépio completo, a começar pelo dogma da virgindade de Maria tal como está estabelecido. Mas quê? Mais de dois mil anos a aquecerem o Menino com os respectivos bafos, e foi este o pagamento que o burrinho e a vaquinha receberam.Cá em casa, não. No nosso presépio entram todos. Sem excepção. Pastores, trolhas, cabrinhas, escafandristas, empregados de mesa, com e sem-abrigo, prostitutas, levandiscas, lambe-botas, grilos, reis magos e outros artistas de circo, polícias municipais, cães e gatos, sapos e ciganos, evidentemente o burro e a vaca, que se lixe o Vaticano!, e agora o galo, se calhar para o ano um porco e depois uma avestruz, o Ben-Hur, se também quiser, o He-Man, o Super-Homem, o homem-estátua, a Justiça de Fafe, a Barbie, o Nenuco, a Popota, a Irmã Lúcia, o Padre Cruz, o Zé Povinho e o Fradinho das Caldas, o Tutankhamon, Marcelo Rebelo de Sousa e até Bento XVI se entretanto sair em boneco.
Deus é grande, e o nosso presépio está cada vez maior.
segunda-feira, 22 de maio de 2023
Gastronomia portuguesa em Fafe
Fafe e Barcelos assinalam, no próximo fim-de-semana, o Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa. A meias. Em Barcelos, na sexta e domingo, dias 26 e 28. Em Fafe, no sábado, dia 27, com jogo do pau, folclore, exposição de carros de rali ou presença de animais de raça barrosã, destacando-se um almoço com vitela assada à moda de Fafe, no Pavilhão Multiusos. Aviso com tempo, coloque na agenda. Mais informação, aqui.
Aos apaixonados pela nossa vitela assada, pela gastronomia em geral ou simplesmente por Fafe, recomendo, como aperitivo, as seguintes leituras aqui no Fafismos: Provavelmente a melhor vitela assada do mundo; O segredo da Albertininha da Lameira; Mais um quartilho para a mesa do canto; Sushi à moda de Fafe; Anthony Bourdain não passou por Fafe; Adeus, confrade, até outro dia e Antes que seja crime.
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