sábado, 2 de dezembro de 2023
E se o Natal for um embuste?
Portugal, 2023. Estamos em Dezembro, vem aí o Natal. Um em cada cinco portugueses é pobre, desgraçado! Quase dois milhões de pessoas subvivendo abaixo do chamado limiar da pobreza. E passam a perto de cinco milhões se lhes retirarmos os apoios sociais. Mais de dois milhões e meio de portugueses em risco de pobreza ou exclusão social. Quase vinte por cento da população empregada é pobre. Um quarto dos trabalhadores a salário mínimo, sobretudo mulheres, jovens e precários. Dois milhões de pensionistas da Segurança Social com pensões, de velhice ou invalidez, abaixo do salário mínimo. Mais de um milhão de desempregados, entre registados, desarriscados, clandestinos, envergonhados e vitalícios. Mais de quarenta mil famílias que vivem em casas sem condições. Mais de dez mil sem-abrigo recenseados, fora os milhares de sem-abrigo obliterados pelas estatísticas e por nós todos. Um vergonhoso número calado de trabalhadores imigrantes tratados como escravos, torturados, humilhados, brutalizados, ignorados farisaicamente pelo país em peso, quando não lançados sem dó nem piedade para o redondel dos novos cães racistas. Fome, frio, doença, abandono, solidão, miséria física e moral, despessoamento, indignidade. E em Fafe, sabemos os números que nos dizem respeito, os números concretos e negros da nossa vergonha particular? Estamos em Dezembro, vem aí o Natal. Portugal, quase 2024. E nada.
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