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segunda-feira, 16 de março de 2026
Teatro no Teatro-Cinema
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Camilo revisitado
O livro "(Re)leituras da Obra Camiliana" será lançado no próximo dia 7 de Fevereiro, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal de Fafe. É um trabalho desenvolvido pelos alunos de Literatura Portuguesa da Escola Secundária de Fafe, com a coordenação dos professores Carlos Afonso e Pedro Sousa, no âmbito das comemorações dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco. Iniciativa da Escola Secundária de Fafe e da Associação Club Alfa. Mais informação, aqui.
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sábado, 26 de outubro de 2024
Que puta de vida!
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| Foto Hernâni Von Doellinger |
Mas o Lopes. O Lopes é um bom caralho! Aqui atrasado ofereceu-me "O Seminarista", de Rubem Fonseca. "O Seminarista", para mim, estais a ver a malandrice? Porque o Lopes parece que está sempre no gozo. O Lopes chama-se Luís Lopes, é jornalista, escritor, argumentista e fafense amador, tantas as vezes que me acompanhou nos meus periódicos e mais ou menos nocturnos regressos à terra. O seu primeiro livro, publicado pela Vega em 1997, tem por título "Que Puta de Vida!", e quem ainda não leu, não sabe o que anda a perder. É coisa que se lê num lampo ou, melhor dizendo, no tempo de uma gargalhada. Ou de um espirro. Alguns raros exemplares poderão ainda ser encontrados, creio, nas melhores casas da especialidade.
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domingo, 21 de agosto de 2022
Bristol era em Fafe, ao lado do ferrador
| Foto Hernâni Von Doellinger |
(Para quem não sabe, Bristol é uma habitadíssima cidade do sudoeste inglês e foi uma sapataria muito jeitosa em Fafe, a sapataria do Magalhães "Bristol", onde o Senhor Ferreira do Hospital me mandou uma vez ir lá escolher um par de sapatos que ele depois pagaria. O nosso Bristol era ali a seguir ao Vale D'Estêvão, se não estou em erro, quem vai em direcção ao Largo. No sítio do Vale D'Estêvão, após um enorme portão de casa de lavrador ou talvez ancestral pensão, funcionava um ferrador, que eu ainda vi em acção - o que tem tudo a ver: eu, o calçado e o ferrador. Dizem que também por ali passou Camilo Castelo de Branco, disso não me lembro. O nosso ferrador atendia também na Feira Velha, às quartas-feiras. Quanto ao Senhor Ferreira do Hospital, foi meu mestre e amigo, e era um homem extraordinário.)
Ora bem. Os pais da criança confirmaram-me o que eu já sabia. Eram ingleses, os pais, e o pequeno ranhoso também. E era a primeira vez que estavam em Portugal, há dois dias. O que fez aumentar ainda mais (como se "aumentar ainda mais" fizesse algum sentido), dizia, o que fez aumentar ainda mais a minha estupefacção, para não dizer uma palavra mais simples: é que aquela criança - criança inglesa retinta, filha de pais ingleses retintos, de Bristol - chorava em fluente português, perfeito, sem pontinha de sotaque. O que é extraordinário. Excepcional. Em apenas dois dias...
É o que eu digo: não há nada que chegue ao estrangeiro. E lembrei-me desta porque hoje, no Brasil, é o primeiro dia da Semana Nacional da Criança Excepcional, outra coisa, assunto sério.
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