terça-feira, 9 de junho de 2026
Mundial de Enduro em Fafe
Este fim-de-semana, de sexta a domingo, 12 a 14 de Junho, Fafe recebe a primeira de duas rondas portuguesas do Campeonato do Mundo de EnduroGP. No fim-de-semana seguinte, de 19 a 21 de Junho, há mais. Informação detalhada, aqui e aqui.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Espectáculo da Cercifaf no Teatro-Cinema
"A Gente da Minha Terra", espectáculo produzido e encenado pelas gentes da Cercifaf e a levar à cena no próximo dia 28 de Junho, domingo, pelas 16h30, no Teatro-Cinema de Fafe. Mais informação, aqui.
domingo, 7 de junho de 2026
Como se fosse antigamente
A feira à moda antiga está de volta ao Largo de Fafe, na próxima quarta, feriado do 10 de Junho. Iniciativa do Rancho Folclórico de Fafe, como de costume. Mais informação, aqui.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Canta-se o fado em Arões
O fado está de regressa ao adro da Igreja Românica de Arões São Romão, Fafe. Terceira edição do "Fado no Românico", já amanhã, sábado, 6 de Junho, a partir das 21h30. Fadistas Miguel Xavier e Cristina Lima, acompanhados por João Martins, na guitarra portuguesa, e André Teixeira, na viola de fado. Iniciativa do Núcleo de Arões São Romão da Fraternidade Nun'Álvares.
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terça-feira, 2 de junho de 2026
"Alma Latina" no Café Avenida
O Núcleo de Artes e Letras de Fafe promove a apresentação da coletânea "Alma Latina, Vol. 7", no Café Avenida, em Fafe, no próximo dia 8 de Junho, segunda-feira, pelas 21 horas. Apresentação a cargo de Artur Coimbra e do coordenador José Maria Ramada. Na obra - que reúne 91 participantes de 19 países em três continentes - participam os poetas fafenses Albino Abreu, Artur Coimbra, Felisberto Machado, João Ângelo Santos, José Maria Ramada, José Ribeiro, Mariana Ferreira e Maria Arlete Gonçalves, entre outros. Entrada livre. Mais informação, aqui.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Artur Ferreira Coimbra apresenta "Memórias de Mim"
Artur Ferreira Coimbra apresenta hoje o seu novo livro, "Memórias de Mim", obra na área do conto. Sessão marcada para a Sala Manoel de Oliveira do Teatro-Cinema de Fafe, a partir das 21h30, com apresentação a cargo de César Freitas.
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El Señor amanhã em Serralves
A banda fafense El Señor participa na edição deste ano do Serralves em Festa, no Porto, este fim-de-semana, 50 horas ininterruptas e gratuitas dedicadas à arte contemporânea, com centenas de atividades e de artistas portugueses e estrangeiros. Os El Señor sobem ao palco de Serralves amanhã, sábado, 30 de Maio, às 23h15. Mais informação, aqui e aqui.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Mafalda Veiga no Teatro-Cinema
Mafalda Veiga apresenta-se em concerto no Teatro-Cinema de Fafe, no próximo sábado, dia 30 de Maio, a partir das 21h30. A cantautora será acompanhado em palco pelo Ensemble Ibérico. Mais informação, aqui.
terça-feira, 26 de maio de 2026
Caminhada e convívio BTT
Caminhada Rota dos Moinhos e Moinhos de Argontim + Convívio BTT, no próximo domingo, dia 31 de Maio. Iniciativa da ARCO, Santo Ovídio, Fafe. Mais informação, aqui.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Junho, no Teatro-Cinema
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| Foto Município de Fafe |
Em Junho, no Teatro-Cinema de Fafe: Eternidade Electro no dia 5, Iolanda no dia 6, Best Youth no dia 12, Pluto e Jasmin no dia 13, Teatro da Didascália "Comer a Terra" no dia 19, Afonso Rodrigues no dia 20, Fidju Kitxora no dia 26, Tó Trips & Fake Latinos no dia 27, Espetáculo CERCIFAF no dia 28. Mais informação, aqui.
domingo, 24 de maio de 2026
A fauna do Jardim do Calvário
A Câmara de Fafe chama a atenção para "as espécies arbóreas e arbustivas do Jardim do Calvário". E faz muito bem. A autarquia informa que colocou etiquetas "às espécies mais emblemáticas", placas informativas "que permitem realizar um percurso interpretativo da flora existente" naquele histórico e às vezes aprazível parque de lazer. As árvores e os arbustos do Jardim do Calvário são, desta maneira, elas próprias e eles próprios, diz o Município, "uma exposição de carácter permanente". A entrada, desta vez, é livre - acho eu.
Isto no que respeita à flora. Lamentavelmente, a louvável iniciativa, creio que se trata de uma iniciativa, apresenta-se mais uma vez manca, quero dizer, omissa em relação à fauna do Jardim do Calvário, que, admito, poderá não ser propriamente um serengueti, mas também não é nada de deitar fora, tinha até crocodilos, não sei se ainda tem, crocodilos aliás noctívagos e bastante barulhentos, já escrevi aqui, aduzindo provas irrefutáveis, e se não acreditam em mim, perguntassem ao Mecas ou a quem lhe foi das relações, gente assim mais de fiar do que eu...
P.S. - Texto publicado no dia 23 de Setembro de 2024. Hoje é Dia Europeu dos Parques Naturais.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Quando a memória é de plástico
Tornei a Fafe e fui à minha procura. Queria revisitar e mostrar o sítio exacto de onde a extraordinária matriarca dos Summavielles me atirava o retrato de Salazar, que na verdade era o "burro" de um baralho de cartas, como já aqui contei. Queria registar a frontaria que sei de cor da casa principal da família rica, um belíssimo palácio brasileiro que eu conheci por dentro e de boca aberta numa Páscoa em que fiz calos com a sineta do compasso. (Leio num interessante texto do blogue Sala de Visitas do Minho que o edifício da Rua Monsenhor Vieira de Castro foi construído em 1862. Idade de respeito.)
A famosa sacada ainda lá está. O meu passeio também. O resto não. Não sei há quanto tempo nem porquê e não me interessa por culpa de quem, a casa-mãe dos Summavielles está tapada por duas telas pintadas ao mau gosto dos piores cenários de teatrinho de escola do século passado. E mesmo em frente à nova jóia da coroa cultural da autarquia, o renovado Teatro-Cinema.
Se pensam que é uma crítica, estão enganados. Até porque, repito, não sei o que se passa e os gostos são relativos, como os pronomes. Só tive pena. Também pena de não poder fazer o retrato. Fiz isto:
A famosa sacada ainda lá está. O meu passeio também. O resto não. Não sei há quanto tempo nem porquê e não me interessa por culpa de quem, a casa-mãe dos Summavielles está tapada por duas telas pintadas ao mau gosto dos piores cenários de teatrinho de escola do século passado. E mesmo em frente à nova jóia da coroa cultural da autarquia, o renovado Teatro-Cinema.
Se pensam que é uma crítica, estão enganados. Até porque, repito, não sei o que se passa e os gostos são relativos, como os pronomes. Só tive pena. Também pena de não poder fazer o retrato. Fiz isto:
O textinho de abertura e a fotografia publiquei-os no meu blogue Tarrenego! no dia 20 de Abril de 2012. Há dez anos, portanto. Consegui saber nessa altura que haveria um projecto arquitectónico para salvar o histórico imóvel, mas os seus autores ou representantes deixaram-me sem mais informações. Dez anos passaram e leio hoje no Expresso de Fafe que a Casa de José Florêncio Soares, assim se denominará oficialmente o edifício, estará actualmente "num estado calamitoso de degradação" e que há um trabalho premiado contendo "propostas" para a sua "reabilitação e requalificação". Fico mais descansado.
Marcamos então encontro para daqui a mais dez anos. Entretanto, aos alegados responsáveis pelo património fafense, estimo-lhes as melhoras.
P.S. - Publicado, aqui, no dia 7 de Outubro de 2022. Acabo de saber, pelo jornal O Minho, que parte da casa histórica e simbólica, talvez até icónica porém abandonada, ruiu ontem e foi preciso chamar os bombeiros e a polícia. Evidentemente.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Quando a palha é uma festa
Oficina/convívio para conhecer a história da arte da palha, no próximo sábado, dia 23 de Maio, no Museu da Palha em Golães, Fafe. Iniciativa no âmbito do Programa "Experimentar o Têxtil". Entrada gratuita. Inscrição obrigatória através do email contextile.bienal@gmail.com. Mais informação, aqui.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Festa da Criança na Academia Club Alfa
A Academia Club Alfa, em Regadas, Fafe, celebra o Dia da Criança no próximo dia 31 de Maio, domingo a oito. Festa e actividades radicais, com um percurso preparado especialmente para os mais pequeninos, das 15 às 18 horas. Mais informação, aqui.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Encontro de cavaquinhos em Santo Ovídio
É a primeira edição do Encontro de Cavaquinhos de Santo Ovídio, organizado pela ARCO. No próximo dia 6 de Junho, um sábado, pelas 17 horas, na Casa do Artista, em Santo Ovídio, Fafe. Participação do Grupo de Cavaquinhos da Associação Recreativa e Cultural de Santo Ovídio, Grupo Os Amigos dos Cavaquinhos S. Veríssimo (Nevogilde, Lousada), Grupo de Cavaquinhos de S. Tiago de Esporões (Braga) e Grupo de Cavaquinhos de São Félix da Marinha (Vila Nova de Gaia). Entrada livre.
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domingo, 17 de maio de 2026
Correm os cavalos nas Feiras Francas
Hoje, no último dia das Feiras Francas de Fafe
09h00 - Concurso Pecuário (Parque da Cidade)
10h00 - Abertura Expo Rural
11h45 - Entrega de prémios do concurso pecuário (Expo Rural)
14h00 - Desfile de Folclore (desde o Pavilhão Multiusos)
14h30 - Festival de Folclore (Palco Levante)15h00 - Corrida de cavalos a passo travado (frente ao Pavilhão Multiusos)
17h00 - Puto Bacoco (Palco Arcada)
18h30 - Jepards (Palco Arcada)
19h00 - Entrega de prémios da corrida de cavalos (frente ao Pavilhão Multiusos)
19h30 - Animação de bombos (ruas da cidade até à Expo Rural)
22h00 - Encerramento Expo Rural
22h00 - Fogo-de-Artifício (Torre do Relógio)
17h00 - Puto Bacoco (Palco Arcada)
18h30 - Jepards (Palco Arcada)
19h00 - Entrega de prémios da corrida de cavalos (frente ao Pavilhão Multiusos)
19h30 - Animação de bombos (ruas da cidade até à Expo Rural)
22h00 - Encerramento Expo Rural
22h00 - Fogo-de-Artifício (Torre do Relógio)
sábado, 16 de maio de 2026
Tony Carreira, hoje nas Feiras Francas
Hoje, nas Feiras Francas de Fafe
10h00 - Abertura Expo Rural
10h30 - Animação de bombos (ruas da cidade)
14h00 - Abertura (Praça dos Petiscos)
- Desfile de folclore (desde a Câmara Municipal)
14h30 - Festival de Folclore (Palco Levante)
15h00 - Banda de Revelhe (Palco Arcada)
16h30 - Chega de bois
17h00 - Banda de Golães (Palco Arcada)
17h30 - Animação de Bombos (ruas da cidade até à Expo Rural)
21h00 - Carlos Pires (Palco Principal)
22h30 - Tony Carreira (Palco Principal)
00h00 - Fogo-de-artifício (Torre do Relógio)
- Rapazes da Ramboia (Palco Principal)
02h00 - DJ Chelsea (Palco Principal)
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Vizinhos, hoje nas Feiras Francas
Hoje, nas Feiras Francas de Fafe
10h00 - Abertura Expo Rural (visitas escolares)
18h00 - Abertura da Praça dos Petiscos
21h30 - Amigos de Sobreposta (Palco Principal)
22h30 - Vizinhos (Palco Principal)
00h00 - Fogo-de-artifício (Torre do Relógio)
- DJ Pette (Palco Principal)
02h00 - American House Party (Palco Principal)
18h00 - Abertura da Praça dos Petiscos
21h30 - Amigos de Sobreposta (Palco Principal)
22h30 - Vizinhos (Palco Principal)
00h00 - Fogo-de-artifício (Torre do Relógio)
- DJ Pette (Palco Principal)
02h00 - American House Party (Palco Principal)
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Feiras Francas arrancam hoje
Hoje, nas Feiras Francas de Fafe
14h00 - Abertura Expo Rural (visitas escolares)
18h00 - Abertura da Praça dos Petiscos
18h30 - Inauguração das Feiras Francas e abertura da Expo Rural
21h00 - Gala equestre (Parque da Cidade)
22h30 - Ases D'Ouro (Palco Principal)
18h00 - Abertura da Praça dos Petiscos
18h30 - Inauguração das Feiras Francas e abertura da Expo Rural
21h00 - Gala equestre (Parque da Cidade)
22h30 - Ases D'Ouro (Palco Principal)
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Concerto de Primavera no Teatro-Cinema
Concerto de Primavera, 27.ª edição, no próximo dia 24 de Maio, domingo a oito, pelas 17 horas, no Teatro-Cinema de Fafe. Uma organização com a chancela de qualidade do Grupo Nun'Álvares e a participação do Coral Santo Condestável, Ensemble Momento e Coral de Gulpilhares. Os ingressos estão à disposição na secretaria do Grupo.
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A receita da remessa
Uma infusa de satisfatórias dimensões. Vinho, branco ou tinto, e açúcar, de preferência amarelo, à moda de Fafe. Mexe-se com uma colher, se houver, ou com os dedos. Da mão. Junta-se-lhe cerveja ou, para coninhas, seven up. O equilíbrio das quantidades fica ao gosto do fabricante. Chama-se a isto "receita" ou "remessa" e deve beber-se bem fresco, mas sem gelo, porra! Os coninhas podem chamar-lhe cocktail...
Por outro lado. Há a questão das remessas familiares, tão importantes para a nossa economia, e neste caso as quantidades devem ser calculadas, ajustadas e acrescentados em função do número de parentes presentes. Se, em famílias mais numerosas e capazmente apreciadoras, uma infusa não for suficiente, então a remessa pode muito bem ser elaborada e servida num cântaro, num balde, num alguidar, numa bacia, no depósito da água, no tanque ou na banheira, se estiver de vago.
(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial do Cocktail.)
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segunda-feira, 11 de maio de 2026
Fafe é que está a dar
domingo, 10 de maio de 2026
Grândola é na Galiza
Os do 28 de Maio
Há os do 25 de Abril. E há os do 25 de Novembro. Uns são donos do 25 de Abril, os outros são donos do 25 de Novembro. E todos apresentam argumentos de propriedade sobre a data respectiva, alguns por herança, outros por usucapião, uns tantos por revelação divina, certos e determinados por puro e simples assalto, sendo curioso notar que abundam, enfim, os que por acaso até dão para os dois lados. É a vida. Os do 25 de Abril cantam bonitas cantigas. Os do 25 de Novembro, regra geral, são do 28 de Maio. E estão de volta.
Houve quem ficasse muito admirado, mas sem razão. Aqui atrasado, em Vigo, na Galiza, num jogo de futebol da primeira divisão espanhola, adeptos do Bétis, de Sevilha, entoaram cânticos fascistas e fizeram a saudação nazi. À saída, para além da derrota por 3-2 com o Celta, levaram também com "Grândola, Vila Morena" e a voz de Zeca Afonso ecoando no Estádio de Balaídos.
Não foi por acaso. Para começar, é tido como certo que a canção "Grândola, Vila Morena" foi estreada por Zeca Afonso, isto é, cantada em público pela primeira vez, exactamente na Galiza, em Santiago de Compostela, no Burgo das Naçons, no dia 10 de Maio de 1972. O Zeca, é também assim que ele é conhecido e referido pelos galegos de média cultura, passou largas temporadas na Galiza, deu por lá inúmeros concertos, andou e cantou por Lugo, Ourense, Pontevedra, Vigo e outros adiantes, fez imensos amigos, tinha e tem uma legião de fiéis admiradores, as comemorações e homenagens sucedem-se ainda hoje. Em Compostela há o Parque José Afonso e mantém-se em actividade a AJA Galiza - Associaçom José Afonso. Nos bares e ruas de Compostela canta-se e festeja-se "Grândola" como quem canta e festeja a "A Rianxeira". Não sei como é agora, mas ainda há meia dúzia de anos havia um pub lá para as traseiras da famosa catedral, a Casa das Crechas, que passava constantemente a música de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Francisco Fanhais, Luís Cília, Fausto, Vitorino e por aí fora, mas Zeca Afonso sempre! Porque na Galiza pensa-se e sente-se que o 25 de Abril também lhes pertence. E fazem os galegos muito bem!
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sábado, 9 de maio de 2026
A passarada fafense
O Facebook da Câmara de Fafe tentou colmatar a habitual falta de "notícias" da silly season com a publicação de uma série de verbetes a respeito de pássaros. Isso, elencando, uma a uma, as, assim apresentadas, "espécies autóctones de Fafe", assunto tão a propósito agora para as nossas Feiras Francas. Foi no ano passado, evidentemente pelo Verão. Uma iniciativa muito bonita, leve e arejada, tirando o facto de, na verdade, não existirem "espécies autóctones de Fafe". Nem o passarinho dom-fafe, que tem um nome assim aparentemente tão nosso, é daqui natural. Há aves que, como dizem os especialistas, ocorrem em Fafe, isto é, podem ser vistas em Fafe, mas são de todo o lado, ou de quase todo o lado, não foram inventadas em Fafe, não nasceram em Fafe pela primeira vez, logo a seguir aos dinossauros ou, pelo menos, no tempo dos romanos, para depois se espalharem pelos quatro cantos do mundo, como os nossos emigrantes. E é isso o que "autóctone" quer dizer...
Haverá em Fafe, quando muito, espécies de aves autóctones de Portugal, que são poucas, sobressaindo evidentemente as galinhas: a galinha amarela ou galinha minhota, a galinha branca, a galinha pedrês portuguesa, a galinha preta lusitânica e o peru preto português ou peru preto alentejano. Mas pronto.
Se tomei devida nota, o Município fafense chamou a si a andorinha-das-chaminés, o tartaranhão-caçador, o corvo-marinho-de-faces-brancas, o papa-figos, o tartaranhão-azulado, a garça-real e o cuco-canoro. E eu fiquei, sentado, à espera do resto. Dos melros, dos pombos, das rolas, das pegas, das poupas, das fuinhas, dos bufos, das escrevedeiras, dos maçaricos, dos abutres e, por exemplo, dos papagaios, que realmente abundam em Fafe e também são filhos de Deus.
Entretanto a série parou, sem mais explicações até hoje. Talvez a obra tenha ficado a meio...
P.S. - Hoje é Dia Mundial das Aves Migratórias e as Feiras Francas de Fafe começam na próxima quarta-feira.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Figos de seira baixa
Fruta da época
Era Dezembro. Perguntaram-lhe sobre frutas da época, e ela respondeu ferrero rocher e mon chéri.
Consta que existem no mundo mais de 750 tipos de figos, entre os quais os nossos muito apreciados preto de Torres Novas, lampa preta, pingo de mel ou roxo de Valinhos, por exemplo. Há figos verdes, vermelhos, amarelos, roxos ou pretos. Há figos lampos ou temporãos, os que amadurecem mais cedo, habitualmente entre Maio e Julho, e figos vindimos, que se aprontam mais tarde, entre Agosto e o início do Outono. Há figos frescos e figos secos. E havia figos de seira alta e figos de seira baixa. Pelo menos em Fafe.
A seira é um cesto ou saco de esparto, onde se deita a azeitona depois de moída, para a espremer, ou onde se guardam ou levam pregos, ferramentas ou figos. As seiras com figos, geralmente frescos, eram carregadas à cabeça das antigas vendedeiras para mercados e feiras, ou de rua em rua, com velhos pregões a condizer. E também iam de burro, três ou quatro seiras de cada lado do lombo, julgo ainda ter visto esta cena uma ou duas vezes, à porta dos tascos do Zé Manco e do Paredes, e nestes casos seriam seiras com figos secos. Os figos transportados lá no topo das senhoras e em cima dos jericos eram, para nós, "figos de seira alta". Por outro lado, havia os "figos" que os burros iram largando naturalmente pela retaguarda, excrementados, primeiro frescos, fumegantes, e depois secos, com o tempo, e esses, na nossa terra, naquela época, eram "figos de seira baixa"...
(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Internacional do Burro.)
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terça-feira, 5 de maio de 2026
Teima em Santo Ovídio
Teima de volta à terra, para mais um concerto na Casa do Artista, da ARCO, em Santo Ovídio, Fafe. Já na próxima sexta-feira, dia 8 de Maio, a partir das 22 horas. Mais informação, aqui.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Passeio sénior a Fátima
"O Passeio Anual Sénior, promovido pelo Município de Fafe, tem como destino Fátima e decorrerá nos dias 15 e 22 de maio.
Os bilhetes são gratuitos e estarão disponíveis para levantamento, de 4 a 13 de maio, nas respetivas Juntas de Freguesia, mediante apresentação do Cartão Municipal Sénior atualizado.
A saída está prevista para as 07h00 junto à Escola EB Montelongo."
(Texto do Município de Fafe.)
quinta-feira, 30 de abril de 2026
A nossa Câmara de Fafá
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| Facebook do Município de Fafe |
Há pelo menos dia e meio que Fafe é Fafá na página oficial do Município de Fafe no Facebook, isto é, no Facebook do Município de Fafá. Sem culpa nenhuma, o grande Vitorino, que vem sábado cantar a Fafe, quer-se dizer, a Fafá, fez um simpático vídeo, apenas uns segundos, a promover o espectáculo, e o Município de Fafe, aliás, Fafá, fino como uma alho, moderníssimo, cosmopolita até dizer basta, ferrou-lhe com a alegada inteligência artificial em cima, e as legendas fonéticas e automáticas, e analfabetas, deram na tristeza que aqui se apresenta e parece que só eu é que vi. Dei tempo ao tempo, porque isto são pentelhices, nada mais do que uma pequena anedota, coisas que acontecem e se remedeiam, mas não há pachorra que aguente. Atenção, repito, já lá vai dia e meio, e o fenómeno continua lá, sem uma crítica, um reparo, uma emenda, parece que ninguém lê o Facebook da Câmara de Fafe, mesmo ninguém, nem sequer os que lá escrevem, começo a ficar envergonhado comigo mesmo por ir lá espreitar os títulos de vez em quando.
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quarta-feira, 29 de abril de 2026
Feiras Francas de Fafe, de 14 a 17 de Maio
As Feiras Francas de Fafe decorrem de 14 a 17 de Maio, no Parque da Cidade. Destaques da programação e mais informação, aqui.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Cada macaco no seu galho
"Em que ramo é que trabalhas?", perguntaram-lhe. E o macaco respondeu: "No de baixo, derivado às vertigens..."
P.S. - Hoje é Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho.
P.S. - Hoje é Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho.
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segunda-feira, 27 de abril de 2026
Sinta-se em casa, Senhor Vitorino!
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| Foto Rita Carmo / Expresso |
Vitorino Salomé Vieira, 83 anos, do Redondo, vem cantar a Fafe no próximo sábado à noite. Uma honra, para nós. Eu, se pudesse e mandasse, punha-lhe as nossas duas bandas de música, Golães e Revelhe, a recebê-lo à porta do Teatro-Cinema, tocando marchinhas e semeando salsa ao reguinho.
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domingo, 26 de abril de 2026
O arrocho ia à baliza
Limpa-nódoas
O guarda-redes que faz a mancha é depois obrigado a limpá-la?
É goleiro no Brasil e guarda-redes em Portugal, o que em certa medida explica logo à nascença a suprema necessidade e a utilidade sem medida dessa coisa escaganifobética e sonsa a que certos doutores chamam acordo ortográfico. Falando à nossa moda, o guarda-redes é-o, regra geral, porque, no que diz respeito à bola, não serve para mais nada, não joga um caralho, não dá uma para a caixa, é um trambolho, um cepo, um arrocho, e por isso vai para a baliza. Exactamente: o arrocho vai para a baliza. Ali pelo menos não estorva. E grita a torto e a direito "Sainde da frente!, Sainde da frente!", desarrumando imaginárias barreiras no miserável recreio da Escola Conde de Ferreira, no largo da Feira Velha ou entre as aprazíveis tílias do Santo Velho, fazendo todo o cuidado aos vidros das portas da frente da Milinha Modista, isto era em Fafe mas podia muito ser no Maracanã ou no Prater de Viena, era só pensar e escolher. Sei muito bem do que falo, da maneira de ser arrocho. E falo orgulhosamente por experiência própria, não sendo o único.
Albert Camus, Arthur Conan Doyle, Karol Wojtyla, conhecido como papa João Paulo II, que foi eleito santo, Che Guevara, Julio Iglesias e até Luís Marques Mendes tentaram ser ou foram mesmo guarda-redes. Do Luisinho lembro-me eu muito bem, nas camadas jovens da nossa AD Fafe, com joelheiras e tudo para não rabunhar as perninhas brancas e peludas.
Duas das melhores definições sobre o guarda-redes, digo eu, terão sido elaboradas pelos escritores Eduardo Galeano e Nelson Rodrigues. "Carrega nas costas o número 1. Primeiro a receber, primeiro a pagar. O goleiro sempre tem a culpa. E, se não tem, paga do mesmo jeito", sentenciou o uruguaio. Já o brasileiro Nelson Rodrigues afirmou um dia - "Amigos, eis a verdade eterna do futebol: o único responsável é o goleiro, ao passo que os outros, todos os outros, são uns irresponsáveis natos e hereditários."
Por mim, o que continua a interessar-se particularmente no ofício de guarda-redes é tentar perceber esse mistério do homem que entra em campo como "guardião", sim, chamam-lhe guardião, e sai do campo como "frangueiro", sim, chamam-lhe frangueiro, ao ex-guardião. Frangueiro e filhodaputa. Palhaço! E eu, palhaço acho mal.
É preciso que se note, o menosprezo pelo guarda-redes não é de agora, vem desde o tempo da invenção do futebol. O guarda-redes nunca constou de esquemas tácticos, não entra nos fundamentos do jogo. Eram "onze contra onze", ficou estabelecido, mas o guarda-redes, nem que fosse "o melhor do mundo", não contava para o totobola. O guarda-redes era uma espécie de Santa Bárbara (embora esse fosse do andebol), só se lembravam dele quando toava, quer-se dizer, à hora do penálti. De resto, havia o 1-1-8, o WM, o 4-2-4, o 3-4-3, o 4-3-3 e o 3-5-2. Sobretudo. E é só fazer as contas, somar os algarismos e ver que dá dez, não onze. Até W mais M é igual a dez. O "onze contra onze" é uma fraude - eram dez contra dez e era um pau, e a bola era redonda mas nem sempre, às vezes tinha galhos, inchaços. Essa é que é essa. E hoje em dia, por mais losangos, faixas e terços do terreno que inventem, a desconsideração continua. O guarda-redes só é necessário porque é preciso um bode expiatório. E, no entanto, ele houve e há grandes guarda-redes, autênticos salvadores da pátria, valha-me Deus!
David Alves ensinava: o melhor guarda-redes do mundo era Clemence, o inglês. Nem o checo Plánicka, nem o russo Yashin, nem o alemão Sepp Maier, nem o italiano Dino Zoff, nem outros de semelhante calibre - antes, durante e depois. Era Ray Clemence, que nos anos setenta e oitenta do século passado brilhou ao serviço do Liverpool e da selecção inglesa. E o David sabia do que falava: ele próprio tinha atrás de si uma interessante carreira como guarda-redes, posto que de mais recatados recursos. Sendo de Fafe, fizera a sua formação nos juniores do FC Porto, passou algumas temporadas no Paços de Ferreira, se não me engano, e ainda o vi jogar pelo Desportivo das Aves, creio que no tempo em que por lá andava também (ou andou pouco tempo depois) um famoso defesa central chamado Kentucky, que só me lembrava os Definitivos, pecados velhos. Por outro lado, o David Alves foi o primeiro José Mourinho que eu conheci. Isso mesmo. O David era inteligente, culto e visionário, carismático, tinha mundo, era um estudioso e metódico transgressor, promovia a acção psicológica: com um par de décadas de avanço, inventou em Portugal aquilo que hoje em dia é corriqueiro em todo o lado. Pensador por natureza, pedagogo, ele passava o futebol ao papel, e do papel passava o futebol ao campo. E no campo era bonito de se ver. O treino era ciência, os treinos eram aulas - ele levava-me muitas vezes para assistir. E era uma prazer ouvi-lo. Se não me engano, o David começou a carreira de treinador no Maria da Fonte, da Póvoa de Lanhoso, e eu pressentia que ele iria longe, muito longe, primeira divisão, estrangeiro até. A vida, porém, não lhe deu tempo para levantar voo...
Por aquela altura, o meu Fafe padecia de um guarda-redes suplentíssimo que tinha o insuspeito nome de Queimado. E, diga-se em abono da verdade, o rapaz era realmente um frangueiro de créditos firmados. Era um acrobata voador, um contorcionista, um funambulista, um malabarista, um ilusionista até - guarda-redes é que não! O Queimado, que equipava muito bem, adelgaçado, exuberante, calção de licra comprido e justinho, à ciclista, e camisola verde dos pontos, voava de um poste ao outro leve como pluma em bico de pomba branca, pomba branca, inventava cabriolas impossíveis, pinchos sobejamente desnecessários, golpes de rins praticamente incapacitantes, e a bola, ignorada e ressentida, pimba!, sempre no fundo das redes. A baliza, com o Queimado, era um circo sem fundo.
Pois o inglês Clemence era exactamente como o nosso Queimado, mas ao contrário. Era esse o exemplo, era essa a comparação absurda que o David nos apresentava para explicar. Para ensinar. Clemence vestia à antiga. Na baliza, era elegante, fleumático, sóbrio, poupado e sobretudo eficaz. Simples. Tinha a bola sempre debaixo de olho, e nunca ninguém o viu voar para ela se ele podia dar um passo ao lado e agarrá-la definitivamente e sem outros sobressaltos. "Um passo ao lado", esta me ficou. Fácil, não é? E era assim que o David Alves ensinava.
Raymond Neal "Ray" Clemence pertence ao restrito clube dos grandes jogadores que fizeram mais de mil jogos oficiais durante a carreira. Morreu em 2020, tinha 72 anos. Lembrei-me dele nem sei porquê e deram-me saudades do David Alves, que morreu estupidamente muito mais cedo na idade, numa idade em que até devia ser proibido morrer. O David morreu e ficámos todos a perder. Portei-me mal com o David, e nunca lhe agradeci como devia todo o bem que ele me quis e fez, tudo o que me ensinou da vida, das vidas. É um dos meus maiores arrependimentos, e oh se tenho tantos! Ia escrever quatro linhas sobre o Clemence, e afinal era outra coisa...
Albert Camus, Arthur Conan Doyle, Karol Wojtyla, conhecido como papa João Paulo II, que foi eleito santo, Che Guevara, Julio Iglesias e até Luís Marques Mendes tentaram ser ou foram mesmo guarda-redes. Do Luisinho lembro-me eu muito bem, nas camadas jovens da nossa AD Fafe, com joelheiras e tudo para não rabunhar as perninhas brancas e peludas.
Duas das melhores definições sobre o guarda-redes, digo eu, terão sido elaboradas pelos escritores Eduardo Galeano e Nelson Rodrigues. "Carrega nas costas o número 1. Primeiro a receber, primeiro a pagar. O goleiro sempre tem a culpa. E, se não tem, paga do mesmo jeito", sentenciou o uruguaio. Já o brasileiro Nelson Rodrigues afirmou um dia - "Amigos, eis a verdade eterna do futebol: o único responsável é o goleiro, ao passo que os outros, todos os outros, são uns irresponsáveis natos e hereditários."
Por mim, o que continua a interessar-se particularmente no ofício de guarda-redes é tentar perceber esse mistério do homem que entra em campo como "guardião", sim, chamam-lhe guardião, e sai do campo como "frangueiro", sim, chamam-lhe frangueiro, ao ex-guardião. Frangueiro e filhodaputa. Palhaço! E eu, palhaço acho mal.
É preciso que se note, o menosprezo pelo guarda-redes não é de agora, vem desde o tempo da invenção do futebol. O guarda-redes nunca constou de esquemas tácticos, não entra nos fundamentos do jogo. Eram "onze contra onze", ficou estabelecido, mas o guarda-redes, nem que fosse "o melhor do mundo", não contava para o totobola. O guarda-redes era uma espécie de Santa Bárbara (embora esse fosse do andebol), só se lembravam dele quando toava, quer-se dizer, à hora do penálti. De resto, havia o 1-1-8, o WM, o 4-2-4, o 3-4-3, o 4-3-3 e o 3-5-2. Sobretudo. E é só fazer as contas, somar os algarismos e ver que dá dez, não onze. Até W mais M é igual a dez. O "onze contra onze" é uma fraude - eram dez contra dez e era um pau, e a bola era redonda mas nem sempre, às vezes tinha galhos, inchaços. Essa é que é essa. E hoje em dia, por mais losangos, faixas e terços do terreno que inventem, a desconsideração continua. O guarda-redes só é necessário porque é preciso um bode expiatório. E, no entanto, ele houve e há grandes guarda-redes, autênticos salvadores da pátria, valha-me Deus!
David Alves ensinava: o melhor guarda-redes do mundo era Clemence, o inglês. Nem o checo Plánicka, nem o russo Yashin, nem o alemão Sepp Maier, nem o italiano Dino Zoff, nem outros de semelhante calibre - antes, durante e depois. Era Ray Clemence, que nos anos setenta e oitenta do século passado brilhou ao serviço do Liverpool e da selecção inglesa. E o David sabia do que falava: ele próprio tinha atrás de si uma interessante carreira como guarda-redes, posto que de mais recatados recursos. Sendo de Fafe, fizera a sua formação nos juniores do FC Porto, passou algumas temporadas no Paços de Ferreira, se não me engano, e ainda o vi jogar pelo Desportivo das Aves, creio que no tempo em que por lá andava também (ou andou pouco tempo depois) um famoso defesa central chamado Kentucky, que só me lembrava os Definitivos, pecados velhos. Por outro lado, o David Alves foi o primeiro José Mourinho que eu conheci. Isso mesmo. O David era inteligente, culto e visionário, carismático, tinha mundo, era um estudioso e metódico transgressor, promovia a acção psicológica: com um par de décadas de avanço, inventou em Portugal aquilo que hoje em dia é corriqueiro em todo o lado. Pensador por natureza, pedagogo, ele passava o futebol ao papel, e do papel passava o futebol ao campo. E no campo era bonito de se ver. O treino era ciência, os treinos eram aulas - ele levava-me muitas vezes para assistir. E era uma prazer ouvi-lo. Se não me engano, o David começou a carreira de treinador no Maria da Fonte, da Póvoa de Lanhoso, e eu pressentia que ele iria longe, muito longe, primeira divisão, estrangeiro até. A vida, porém, não lhe deu tempo para levantar voo...
Por aquela altura, o meu Fafe padecia de um guarda-redes suplentíssimo que tinha o insuspeito nome de Queimado. E, diga-se em abono da verdade, o rapaz era realmente um frangueiro de créditos firmados. Era um acrobata voador, um contorcionista, um funambulista, um malabarista, um ilusionista até - guarda-redes é que não! O Queimado, que equipava muito bem, adelgaçado, exuberante, calção de licra comprido e justinho, à ciclista, e camisola verde dos pontos, voava de um poste ao outro leve como pluma em bico de pomba branca, pomba branca, inventava cabriolas impossíveis, pinchos sobejamente desnecessários, golpes de rins praticamente incapacitantes, e a bola, ignorada e ressentida, pimba!, sempre no fundo das redes. A baliza, com o Queimado, era um circo sem fundo.
Pois o inglês Clemence era exactamente como o nosso Queimado, mas ao contrário. Era esse o exemplo, era essa a comparação absurda que o David nos apresentava para explicar. Para ensinar. Clemence vestia à antiga. Na baliza, era elegante, fleumático, sóbrio, poupado e sobretudo eficaz. Simples. Tinha a bola sempre debaixo de olho, e nunca ninguém o viu voar para ela se ele podia dar um passo ao lado e agarrá-la definitivamente e sem outros sobressaltos. "Um passo ao lado", esta me ficou. Fácil, não é? E era assim que o David Alves ensinava.
Raymond Neal "Ray" Clemence pertence ao restrito clube dos grandes jogadores que fizeram mais de mil jogos oficiais durante a carreira. Morreu em 2020, tinha 72 anos. Lembrei-me dele nem sei porquê e deram-me saudades do David Alves, que morreu estupidamente muito mais cedo na idade, numa idade em que até devia ser proibido morrer. O David morreu e ficámos todos a perder. Portei-me mal com o David, e nunca lhe agradeci como devia todo o bem que ele me quis e fez, tudo o que me ensinou da vida, das vidas. É um dos meus maiores arrependimentos, e oh se tenho tantos! Ia escrever quatro linhas sobre o Clemence, e afinal era outra coisa...
(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia do Goleiro. No Brasil, evidentemente.)
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Vitorino em Fafe, sábado
Vitorino sobe ao palco do Teatro-Cinema de Fafe no próximo sábado, dia 2 de Maio, pelas 21h30. Mais informação, aqui.
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sábado, 25 de abril de 2026
À la Trump ou à la Kim Jong-un?
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| Facebook Feiras Francas de Fafe |
Há aqui qualquer coisa que não bate certo nesta estranha composição, publicada há bocadinho no Facebook das Feiras Francas de Fafe. Alguém se enganou ou confundiu, tenho certeza de que sem má intenção. Alguém caiu nas armadilhas da alegada porém sedutora inteligência artificial, que presume mais do que sabe - e geralmente, nas coisas miúdas, nossas, mete água. Eu, que sou tanto da Justiça de Fafe, até me arrepiei. (Não me arrepiei nada, apenas sorri). O 25 de Abril não foi isto, embora, concordo, 25 de Abril sempre! Sobre o que é realmente a Justiça de Fafe, recomendo a leitura de "À Justiça o que é da Justiça". Quando às Feiras Francas de Fafe propriamente ditas, melhores dias virão, e são já a meio do próximo mês.
A mulher é uma arma
Hoje, no Largo, em Fafe, a partir das 18 horas, espectáculo musical "A Mulher É Uma Arma", comemorando o 25 de Abril. Com a participação de Lena d'Água, Joana Amendoeira, Iolanda, Luanda Cozetti, Viviane, Patrícia Antunes, Patrícia Silveira e Rita Laranjeira. Entrada livre.
Viva a liberdade! Abaixo as cuecas!
Christina Aguilera informou que não usa cuecas. Foi aqui há uns anos, lembram-se? Veio nos jornais. A cantora norte-americana fez saber que gosta de se sentir livre, e as cuecas não deixam. E eu ponho-me a cismar: às tantas, quando os nossos governantes nos mandam baixar as calças, só estão a pensar no nosso bem...
P.S. - Hoje é Dia da Liberdade.
P.S. - Hoje é Dia da Liberdade.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Celebrar a mulher cantando Abril
"A Mulher É Uma Arma", espectáculo musical comemorativo da Revolução dos Cravos, no próximo sábado, a partir das 18 horas, na Praça 25 de Abril, Fafe. Reflexão sobre liberdade, resistência e o papel transformador da mulher na história e na sociedade, com a participação de Lena d'Água, Joana Amendoeira, Iolanda, Luanda Cozetti, Viviane, Patrícia Antunes, Patrícia Silveira e Rita Laranjeira. Entrada livre.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Viver Abril no Café Avenida
O Núcleo de Artes e Letras de Fafe promove amanhã, dia 23 de Abril, um sarau de música e poesia comemorando a Revolução dos Cravos e a liberdade. O evento decorre a partir das 21h30, no emblemático Café Avenida, na cidade de Fafe. Entrada livre. Mais informação, aqui.
Teatro no Grupo Nun'Álvares
Domingo, 26 de Abril, pelas 21 horas, no Auditório do Grupo Nun'Álvares, Fafe. Teatro, "A Revolta", para comemorar a liberdade. Entrada grátis para idosos e pensionistas. Os bilhetes deverão ser levantados na secretaria do Grupo Nun'Álvares.
terça-feira, 21 de abril de 2026
A Arte de Roubar Fruta, de Francisco Duarte Mangas
"A Arte de Roubar Fruta", mais recente livro de Francisco Duarte Mangas, é apresentado na próxima sexta-feira, dia 24 de Abril, a partir das 21 horas, no Auditório Germano Silva da Biblioteca Municipal de Penafiel. O evento celebra simultaneamente o Dia Mundial do Livro e as comemorações do 25 de Abril. Apresentação a cargo do jornalista Valdemar Cruz.
Um romance violento cheio de ternura. "Em Vilar de Piscos, um lavrador abastado é abatido em casa por elementos das guerrilhas antifranquistas. O atentado dos guerrilheiros em território português provoca uma ação conjunta das polícias políticas de Salazar e Franco: culmina, dois dias antes do Natal de 1946, no cerco e bombardeamento de Cambedo, povoação da raia, onde se refugiam os comandantes das guerrilhas. Em paralelo a esta narrativa, uma outra se desenrola, em S. Bento das Gavieiras, no período do «Verão Quente». Como é vivida a Revolução numa aldeia do Minho? Como se movimenta a Rede Bombista de extrema-direita nas geografias do fim do mundo? As narrativas cruzam-se, algumas personagens atravessam os dois tempos históricos. Porque a maldade é intemporal, diz Armindo Pega, o homem das palavras estranhas, amigo de Justiniano, criado de servir, aterrorizado com os comunistas que lhe querem comer a orelha esquerda. A Arte de Roubar Fruta, onde a paixão das palavras está sempre presente, é um romance sobre a coragem - de homens e mulheres que resistiram à violência fascista, em Portugal e no país vizinho."
Francisco Duarte Mangas nasceu em Rossas, Vieira do Minho. Jornalista, ficcionista, poeta e autor de livros para a infância, é um escritor premiado.
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domingo, 19 de abril de 2026
Parabéns, Bombeiros de Fafe
Os Bombeiros Voluntários de Fafe assinalam hoje 136 anos de existência ao serviço da comunidade. Eu e os Bombeiros temos uma história, que estou a contar esta semana, todos os dias, no meu blogue Mistérios de Fafe. Sobre a instituição e o seu aniversário, mais informação aqui.
Vitorino no Teatro-Cinema de Fafe
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| Foto Município de Fafe |
Maio, no Teatro-Cinema de Fafe. Dia 2, Vitorino. Dia 8, Filhas da Mãe. Dia 9, hOLD, dança. Dia 22, Tiago Castro, Agora noutro lugar. Dia 23, Ciclo de Teatro em Família, "Boca Aberta - TNDMII". Dia 24, Ciclo de Teatro em Família, "Som a Som, Tom a Tom". Dia 30, Mafalda Veiga & Ensemble Ibérico. Mais informação, aqui.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Ezequiel no Teatro-Cinema
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| Foto Município de Fafe |
Ezequiel sobe amanhã ao palco do Teatro-Cinema de Fafe, para apresentar o seu álbum de estreia, "Reflexo". "Ciclo" é o título do novo single do músico fafense. Espectáculo a partir das 21h30. Mais informação, aqui.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Vivam os Bombeiros de Fafe!
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Os Bombeiros Voluntários de Fafe fazem 136 anos no próximo domingo, dia 19 de Abril. Eu e os Bombeiros temos uma história, que estou a contar esta semana, todos os dias, no meu blogue Mistérios de Fafe.
terça-feira, 14 de abril de 2026
Marcha da Liberdade em Fafe
Marcha da Liberdade, 23.ª edição, organizada pelos Restauradores da Granja, Fafe, no dia 25 de Abril, "por terras com encanto natural e rural". Cepães-Fafe-Golães, um percurso de 8 quilómetros, considerado de baixa dificuldade. Inscrição obrigatória até ao próximo dia 21 de Abril. Toda a informação, aqui.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Santo Rock d'Abril
Festejar a liberdade com o bom rock fafense. Dia 25 de Abril, a partir das 22 horas, na Casa do Artista, em Santo Ovídio, Fafe. ThePende e Guitarra & Contrabanda são cabeças de cartaz. Mais informação, aqui.
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Daniel Bastos faz conferência em Andorra
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| Foto blogue Morgado de Fafe |
"Memórias da Ditadura: Sociedade, Emigração e Resistência" é o tema da conferência que o historiador fafense Daniel Bastos vai proferir em Andorra, no próximo dia 25 de Abril. Promovida pelo Consulado-Geral de Portugal em Andorra e pelo Grupo Casa de Portugal, e contando com o apoio do Instituto Camões e da Comú d’Andorra la Vella, a iniciativa integra o ciclo de comemorações do 25 de Abril e decorrerá, a partir das 17 horas, no Centro Cultural La Llacuna. Mais informação, aqui.
sábado, 11 de abril de 2026
À grande e à... francesinha
Festival da Francesinha, organizado pelos Leões do Ferro, na sede do grupo, n.º 59 do Bairro Manuel Cardoso Martins, zona da Fábrica do Ferro, Fafe. No próximo sábado, dia 18 de Abril, a partir das 19 horas. Anunciado "serviço à mesa e take away". Só não vão a casa. Mais informação, se a houver, aqui.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Os Sexy Rannas
Conversing
- Estás com pressing?
- Não. Por acaso até tenho timing.
Outubro de 2015. Morreu Jim Diamond, o escocês que cantou I should have known better. A notícia, apresentada desta maneira, apanha-me completamente desprevenido. Não faço ideia de quem é o falecido, e o nome da cantiga, assim em estrangeiro, também não me diz grande coisa, porque sofro de disfunção relacionada com títulos e letras de canções, sejam as canções e os títulos e as letras em que língua forem. Só conheço as melodias, e apenas de vista. A minha ignorância é, realmente, formidável.
Mas quem procura sempre alcança, como dizia o sábio ginecologista polinésio. Procurei, portanto, e cheguei lá. Ao Jim Diamond, que continua a não me dizer nada, mas agora por razão de força maior, e à cantiga em questão. À melodia. E aqui, sim, veio-me à memória um extraordinário grupo de rapazes que fizeram época em Fafe na década de oitenta do século passado e que, se não me engano, criaram no Café Chinês uma interessantíssima versão aportuguesada do tal sucesso de Diamond, versão essa injustamente ignorada pela Billboard. Paródia e paronímia, com todas as sílabas a baterem certo com o inglês original, seria, se bem me lembro, algo parecido com o que se segue a respeito do meu primo Zé, que por acaso também era da corda: "O Bomba não bebe. Não bebe, não bebe, não bebe, não bebe pouco. O Bomba não bebe. Não bebe, não bebe, não bebe pelo nariz"...
Creio que também não erro se disser que aquela rapaziada fez a mesma habilidade com a canção "Somebody", de Bryan Adams, mas a propósito do assassínio de Issam Sartawi, representante da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) no XVI Congresso da Internacional Socialista, em Montechoro, Algarve, em 1983.
Lembrei-me dessa malta toda e deu-me vontade de rir, ri-me como um perdido e soube-me bem: eles eram - não sei se vou dizer correctamente - os Sexy Rannas, assim autoproclamados, eram a geração e o bando do meu irmão mais novo, meninos para o preciso, transgressores mansos, gente do melhor que Fafe tinha, e, se andarem por aí, o que lhes estimo é o que lhes desejo, a todos em geral e a cada um em particular, mais às respectivas e excelentíssimas famílias, se é que chegaram lá.
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Historic Rally Fafe, três dias na estrada
Salta amanhã para a estrada o Historic Rally Fafe, prova integrada no calendário do FIA European Historic Rally Championship (EHRC). Decorre até sábado, sempre em terra. Mais informação, aqui.
domingo, 5 de abril de 2026
Tertúlia literária no Avenida
Tertúlia literária a propósito da obra "O Império das Sombras", de Fernando Pinheiro, na próxima sexta-feira, dia 10 de Abril, pelas 21h30, no Café Avenida, em Fafe. Organização do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, com intervenções de Artur Ferreira Coimbra e Augusto Lemos. Entrada livre. Mais informação, aqui.
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O Império das Sombras
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Compasso pascal em Fafe
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São 43 os compassos pascais que vão sair à rua em Fafe, no próximo domingo, a partir das 9 horas. Todos os percursos podem ser vistos aqui.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Três dias de Ano Malfeito
O Ano Malfeito está de volta a Fafe, passando pelo Café Avenida, Sala Manoel Oliveira e Estação Memória. Amanhã, sexta e sábado, 2, 3 e 4 de Abril. Programa e toda a informação, aqui e aqui.
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terça-feira, 31 de março de 2026
Abril no Teatro-Cinema de Fafe
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| Foto Município de Fafe |
Em Abril, no Teatro-Cinema de Fafe: Joana Marques, "Em sede própria", no dia 4, Mimi no Mundo da Fantasia, no dia 12, Ezequiel, no dia 17, Casa da Amália, no dia 25, e Teatro da Palmilha Dentada, "O 25 de Abril nunca aconteceu", no dia 30. Mais informação, aqui.
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